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Milhares de cães são abandonados depois de serem explorados por fábricas de filhotes

Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado

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Em vez de serem realocados, os cães foram abandonados nas ruas e nas montanhas e tornaram-se cada vez mais agressivos por terem que competir com outras espécies selvagens, como os leopardos. Esses antigos animais agora são considerados uma ameaça para os humanos que vivem na região.

Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado
Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado/ Foto: Reuters

A raça ganhou mais popularidade em 2000 e ficou cada vez mais cobiçada, particularmente na China e em outros países vizinhos onde os cães são vistos como símbolos de status.

Muitas fábricas de filhotes  foram criadas por pessoas em busca de lucro e os cães eram comercializados por milhares de dólares. Um deles teria sido vendido por cerca de US$ 1,5 milhão.

Porém, o negócio revelou-se muito difícil para alguns criadores e milhares deles decidiram fechar suas portas, abandonando os cães na região selvagem. Em apenas cinco anos, o valor do mercado dos animais passou de 200 milhões de ienes para menos de 50 milhões de ienes.

Um documentário de 20 minutos  chamado “Mascotes Tibetanos Abandonados”, revela a situação desoladora na qual esses belos cães foram deixados, depois de as fêmeas serem forçadas a ter inúmeras ninhadas antes de serem cruelmente abandonadas, abusadas ou até mortas.  No filme, um ex-criador, Samdrup, explica que ele, assim como milhares de outros, iniciou seu negócio com a esperança de enriquecer.

Milhares de cães abandonados
Foto: The Paper

Ele rapidamente percebeu que os cães não estavam destinados a uma vida feliz com famílias amorosas. Um empresário que comprou cinco animais de Samdrup contou-lhe que a maioria deles era brutalmente morta por sua carne.

Ao visitar uma grande cidade, ele até viu um cão ser agredido com um martelo, pendurado em um gancho e esfolado vivo. Traumatizado por suas experiências, ele deixou o comércio e agora trabalha com organizações de resgate de animais, salvando cães. Segundo o The Holidog Times, ele cuida de 40 deles, assegurando que sejam esterilizados e castrados.

As pessoas que vivem perto das matilhas também temem por suas seguranças. Como estão adaptados a uma vida selvagem, os animais mostram sinais de agressividade tanto com humanos como com outras espécies. Infelizmente, os ataques a pessoas e rebanhos em fazendas são  comuns.

A maior parte da população local é budista e considera todos os seres vivos sagrados; por isso, matar os animais para tentar diminuir a quantidade de cães selvagens está fora de cogitação.

Na província de Yushu, o templo budista Surmang Namgyaltse Mosteiro tem tentado ajudar esses cães. Graças à sua determinação e à generosidade das pessoas que vive nas redondezas, eles conseguiram arrecadar mais de US$ 70 mil para construir um grande abrigo onde atualmente residem mais de mil filhotes afortunados.

Para tentar melhorar a situação e manter os cães vivos, Zhou Yi, secretário geral da Qinghai Tibetan Mastiffs Association, também aconselhou que cada residência da região adote um mastim tibetano.

Porém, este projeto tem um longo caminho a percorrer entre os moradores locais, que ainda se sentem ameaçados pelos caninos mais agressivos, e os fazendeiros, que veem os animais que exploram serem mortos pelos cães.  Se uma solução for encontrada, será preciso algum tempo antes de observarmos seus efeitos.

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