• Home
  • Bebês esquilos têm reencontro tocante com a mãe graças à bondade humana

Bebês esquilos têm reencontro tocante com a mãe graças à bondade humana

Esquilos após resgate

0 comments

Michael Keida verificava os danos a sua fazenda perto de Tóquio, no Japão, quando notou algo estranho em meio às cadeiras derrubadas e aos galhos e folhas espalhados.

Esquilos caídos da árvore
Foto: Michael Keida

“Eu vi o que parecia um grande ninho de pássaros em cima de um tanque de coleta de chuva. Imaginei que poderia pertencer a um papagaio, mas quando procurei pelas folhas e cascas de palmeira, vi um animal que me surpreendeu. Rapidamente, percebi que era um bebê esquilo e que havia três no total”, contou ao The Dodo.

Keida nunca tinha visto esquilos tão pequenos antes. “Eles pareciam ter nascido nos últimos dias. Seus olhos ainda não estavam abertos e seus pelos eram muito curtos”, observou.

Como amante dos animais, Keida compreendeu que os filhotes adoráveis poderiam sofrer graves consequências se não agisse rapidamente. Os esquilos nascem cegos e indefesos – eles dependem completamente da mãe por um período que varia de dois a três meses após o nascimento. Separados dela pela tempestade, a chance de sobrevivência dos filhotes era pequena, especialmente em uma idade tão jovem.

Incerto sobre a melhor maneira de ajudá-los, ele procurou ajuda na internet e publicou uma foto dos esquilos pedindo conselhos. “De todos os sites que li, a informação mais comum era mantê-los aquecidos e levá-los a sua mãe o mais rápido possível”, explicou.

Enquanto ele considerava criar os filhotes sozinho, Michael sabia que eles teriam uma chance melhor de sobrevivência se ele pudesse reuni-los com a mãe.

A possibilidade de a mãe retornar era pequena mesmo que Keida conseguisse consertar o ninho, mas ele sabia que era preciso tentar.

“Coloquei o material seco restante de seu ninho em uma pequena caixa. Adicionei um tecido de algodão suave para adicionar calor e, em seguida, fechei a caixa para que a mãe pudesse entrar facilmente, mas para que o ninho ficasse seguro”, esclareceu.

Levar o ninho de volta para a árvore provou ser um desafio. Keida viu uma série de galhos onde o ninho fora colocado, a cerca de oito a 10 metros do chão.

Esquilos após resgate
Foto: Michael Keida

Embora a pior parte do tufão estivesse acabando, as árvores ainda balançavam nos fortes ventos. Keida subiu a árvore tremendo e colocou o ninho onde ele fora construído originalmente.

Após completar a tarefa, ele desceu da árvore. “Presumi que a mãe não voltaria se estivesse por perto, então deixei a área e fui surfar para relaxar minha mente. Estava tão preocupado com eles e estava rezando para a mãe retornar e salvá-los”, disse.

Quando ele voltou algumas horas depois, percebeu que houve um pequeno movimento no ninho. Examinando a floresta, Keida viu um esquilo adulto nas proximidades e, enquanto se distanciava lentamente, ficou surpreso.

A mãe resiliente voltou e carregava seus filhotes para ficarem em segurança. “Eu tinha aprendido que os esquilos muitas vezes mantêm mais de um ninho e ela estava levando cada bebê para o outro ninho do outro lado da minha fazenda. Enquanto eu assistia de uma distância segura, suspirei aliviado”, afirmou

Ele identificou os bebês como esquilos de Pallas, uma espécie nativa de Taiwan. Muitos fazendeiros vizinhos consideram que esses animais são pragas, explicou Keida, e até o ano passado houve uma campanha para exterminá-los.

Esquilo em árvore
Foto: Thomas Brown/Wikimedia Commons

Outra pessoa poderia ter hesitado em ajudar ou até ignorado as criaturas indefesas, mas Keida sentiu uma ligação com os bebês e não podia deixar que eles fossem prejudicados.

Esta não é a primeira vez em que atuou como um salvador para animais grandes e pequenos. Desde que começou a morar no Japão, ele ajudou a libertar um animal capturado por uma linha de pesca, resgatou um tanuki (cão de guaxinim japonês) com uma perna quebrada e até mesmo devolveu  pepinos-do-mar ao oceano.

“Estamos todos juntos nesta vida. Nenhuma criatura é mais ou menos importante do que outra. Estou convencido de que cada vida é consciente de alguma forma de sua própria existência e, portanto, devemos valorizar e respeitar nossos semelhantes. Neste local de abundância, preciso tentar o máximo possível ajudar aqueles que estão ao meu redor”, concluiu.

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>