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Vacas e animais silvestres são queimados vivos em incêndio criminoso

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Um incêndio criminoso resultou na morte de pelos menos 23 vacas e centenas de animais silvestres na cidade de Nova Ubiratã, interior do Mato Grosso. Mais de 350 hectares de vegetação do Assentamento Entre Rios foram destruídos.

A prefeitura, através da Secretaria de Meio Ambiente, solicitou apoio do governo federal para combater mais de mil focos de incêndio detectados na cidade.

Vaca não resistiu aos ferimentos causados pelo incêndio (Foto: Divulgação)

Três vacas adultas e três filhotes morreram na propriedade da agricultora Maristela Palschi. Um bezerro e outras quatro vacas sofreram queimaduras graves e poderão ser submetidos ao procedimento de morte induzida. A agricultora divulgou um vídeo nas redes sociais dos animais agonizando. É possível ver nas imagens um bezerro com 90% do corpo queimado. “Olha as orelhinhas queimadas dele (…) eu vou ter que sacrificar para parar de sofrer”, disse a mulher.

O secretário de Meio Ambiente, Ari Antônio Basso, informou que a administração pública solicitou o auxílio dos governos estadual e federal e do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) para solucionar o problema. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance. A extensão territorial do assentamento é enorme e o município não tem equipamentos e nem homens preparados para o combate de incêndios”, explicou ao RD News.

O caso, segundo o secretário, foi comunicado à Polícia Judiciária Civil para que seja investigado. “Desde o início do ano a secretaria de Meio Ambiente vem promovendo uma série de ações de conscientização como palestras em escolas públicas e campanhas orientativas que incluíram a confecção de folders, faixas e até de outdoors gigantes. Infelizmente estamos diante de uma cultura criminosa que se arrasta por décadas”, completou.

Vacas tiveram ferimentos graves (Foto: Divulgação)

De acordo com o Artigo 41 da Lei Federal de Crimes Ambientais (9.605/1998), provocar queimada florestal tem punição prevista de dois a quatro anos de reclusão e multa de R$ 3,4 mil. Em caso de ato não intencional, considerado culposo, a pena é de seis meses a um ano, além da multa.

Queimadas são proibidas no Estado do Mato Grosso entre 1 de julho a 30 de setembro, devido aos ventos fortes e baixa umidade relativa do ar do período.

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