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Fabricante de maionese “vegana” é denunciada por fazer testes em animais

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A ONG norte-americana PETA fez uma denúncia contra a Hampton Creek, fabricante da maionese vegetal Just Mayo, pela prática de testes em animais. E não é a primeira vez que um caso como esse vem à tona. Recentemente, a Impossible Foods – empresa que produz hambúrgueres vegetais em laboratórios com textura e sabor de carne – confessou explorar ratos em testes. 

Maionese vegetal admitiu testes em animais (Foto: Divulgação)

A maionese vegetal, que alcançou grande repercussão em seu lançamento, foi, inclusive, processada pela Unilever, fabricante da maionese Hellmann’s, sob a alegação de que não se pode dar o nome de maionese a um produto sem ovos. Após perder a ação na justiça, a Unilever lançou uma versão vegetal da Hellmann’s – produto esse que não pode ser considerado vegano, já que a empresa realiza inúmeros testes em animais.

Explorar animais em testes é extremamente cruel e desnecessário. Mas quando se trata de empresas que se comprometeram em fabricar apenas produtos que não contenham nenhum ingrediente de origem animal, a prática se torna também incoerente, já que é de conhecimento geral que o público que consumiria esses produtos não os comprará ao saber que durante sua fabricação animais foram mortos. As duas empresas, quando questionadas pela PETA, não garantiram que não irão testar em animais novamente no futuro.

Os testes, conforme lembra o portal Vista-se, foram contratados voluntariamente, já que as autoridades norte-americanas não exigem que eles sejam feitos para que a venda dos produtos seja liberada.

A justificativa da Hampton Creek e da Impossible Foods para realizar os testes é de que é necessário ter documentos que supostamente atestem a segurança dos produtos vendidos – motivo controverso, já que a eficácia dos testes em animais tem sido cada vez mais questionada por cientistas e pesquisadores, como aconteceu em um seminário da OAB/RJ, que concluiu que a diferença na fisiologia dos animais em relação aos humanos faz com que a porcentagem de aproveitamento desses testes seja baixa.

Em testes como os que foram financiados pelas duas empresas, cerca de 50 animais são alimentados de forma forçada com grandes quantidades do produto testado. Posteriormente, são mortos e estudados.

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