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Documentário mostra o sofrimento de baleias e golfinhos explorados como entretenimento

Jonny Meah

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Jonny Meah
Arquivo Pessoal

Em seu primeiro documentário, divulgado em Junho deste ano, Meah entrevistou especialistas que lutam pelo fim da exploração dos animais confinados como aqueles que defendem o abuso. É possível a angústia dos animais separados de suas famílias e forçados a entreter seres humanos. Nesta entrevista exclusiva, ele fala mais sobre seu trabalho, comenta a influência do documentário “Blackfish” e de como ficou comovido ao observar o tédio dos animais mantidos no parque marinho.

ANDA: Como surgiu a ideia do documentário e o que te motivou a fazê-lo?

Jonny Meah – Fui inspirado a fazer este documentário e abordar este debate (apesar da sua enormidade) porque acredito que de uma forma ou outra algo precisa ser feito. Realmente acredito que, em muitos casos, a questão se tornou menos sobre os animais e mais sobre o ódio pessoal, seja contra uma organização ou uma pessoa em particular – isso também vale para ambos os lados. Quero trazer isso de volta ao que mais importa e o motivo pela qual as pessoas estão interessadas neste tópico para começar: os animais.  Eu queria criar um trabalho que ofereça a ambos os lados uma chance de ter sua opinião, consequentemente permitindo que a audiência faça seu julgamento sozinha. Por um lado, você verá a The Born Free Foundation, John Hargrove (ex-treinador do SeaWorld) e Ingrid Visser (ativista e fundadora do Orca Research Trust) declarando suas crenças e ,no caso do Dr. Visser, suas observações. Por outro lado, essas crenças e observações serão dirigidas ao diretor do Marineland Antibes, Jon Kershaw, que dará sua opinião.

ANDA: Antes de “Inside the Tanks”, “Blackfish” mostrou o sofrimento das orcas exploradas SeaWorld e provocou indignação pública. Qual é a influência disso no seu trabalho e como você o analisa?

Jonny Meah – “Blackfish” é um documentário fantástico. Eu realmente não queria duplicá-lo e tentei o máximo possível me manter longe de qualquer coisa como “Blackfish” para que “Inside The Tanks” pudesse desenvolver sua própria identidade e realmente destacar como este documentário oferecia uma nova abordagem. Algo que eu observei fortemente, porém, foi como “Blackfish” se tornou um fenômeno e como conseguiu chamar a atenção de pessoas de todo o mundo.

ANDA: Atualmente, há uma ascensão de filmes relacionados ao veganismo e aos direitos animais. “Inside The Tanks”, “What the Health” e “Okja” são alguns deles. Na sua opinião, existe uma maior receptividade e conscientização do público hoje?

Jonny Meah – Há 100% de crescimento em receptividade e conscientização pública. Independentemente da sua posição sobre o assunto, você não pode negar que houve uma enorme mudança de opinião sobre parques marinhos como o SeaWorld.

ANDA: “Inside The Tanks” foi divulgado recentemente. Como tem sido a reação do público até agora?

Jonny Meah – A reação do público tem sido absolutamente fenomenal, além dos meus sonhos. Quando tive essa ideia há mais de um ano, nunca pensei que isso iria reunir tanta atenção de todo o mundo. Dentro de um mês, ocorreram mais de 50 mil visualizações, o que é incrível. Quando eu estava editando, em casa, durante dias, senti que isso nunca seria apreciado. No entanto, foi completamente o contrário. Pessoas de todos os lados do debate mostraram seu apoio, muitas pessoas ainda estão pedindo mais documentários de mim e realmente não posso agradecer o suficiente por isso.

ANDA: O que você sentiu ao observar os animais praticamente sem vida, exibindo comportamentos estereotipados e feridas em seus corpos?

Jonny Meah – Tenho que admitir que foi difícil de ver. Em primeiro lugar, devo dizer que não sou biólogo marinho ou especialista em comportamentos animais, por isso não gostaria de fazer comentários falsos, mas, pessoalmente, não pude deixar de sentir que eles ficaram incrivelmente entediados às vezes. Como visto no documentário, a mãe e o bebê flutuando imóveis e o golfinho ali deitado realmente me atingiram.

ANDA: Qual foi o maior aprendizado que você teve ao produzir  “Inside The Tanks”?

Jonny Meah – É extremamente difícil fazer um documentário. Deixando a brincadeira de lado, a maior lição que aprendi foi que ambos os lados do debate não estão a um milhão de quilômetros um do outro e, na verdade, o futuro desses animais será muito melhor se os dois lados puderem trabalhar juntos e usarem os conhecimentos uns dos outros. Também aprendi que os treinadores realmente amam os animais. Não há como negar isso. Todos são incrivelmente apaixonados por esse assunto, independentemente da sua posição.

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