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Instituto do Meio Ambiente de Cariacica (ES) é denunciado por crime ambiental

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Servidores do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) em Cariacica, no Espírito Santo, denunciaram o órgão por crime ambiental.

Cães sem água e sem comida em abrigo
Servidores foram proibidos de fornecer água, comida e cobertores aos cães do instituto (Imagem Ilustrativa / Reprodução / Bom para Cachorro)

Um e-mail foi enviado pela diretora-presidente, Andreia Carvalho, e pela diretora administrativa e financeira, Fernanda Rabello, aos servidores, comunicando a decisão de proibição. Após isso, os funcionários decidiram denunciar o caso para a CPI dos Maus-Tratos Contra Animais, da Assembleia Legislativa, além de compartilharem a indignação nas redes sociais.

“Os diretores estão ameaçando mandar recolher os animais. Os servidores estão com medo e perplexos. Como pode a direção de um órgão ambiental incorrer em crime ambiental de abandono e maus-tratos de animais?”, indaga um dos posts. Uma das publicações esclarece que, diferentemente do que foi dito pelo Iema no comunicado oficial, os animais não estão recebendo alimentação no refeitório da sede do instituto. “Não é o refeitório, e sim área ao lado dos banheiros”, informam.

Os denunciantes julgam que a ação de negar comida e água a cães abrigados pode sim ser classificada como crime ambiental, de acordo com o artigo 32 da Lei federal 9.605/1996.

A deputada Janete de Sá (PMN), presidente da CPI dos Maus-Tratos informou que já recebeu a denúncia dos funcionários do Iema e solicitou que a diretoria do órgão se pronunciasse sobre o caso. Após isso, a deputada irá se reunir com outros parlamentares da Comissão para decidir quais são as medidas cabíveis.

Deputada Janete de Sá (PMN) fazendo pronunciamento
Deputada Janete de Sá se pronunciou sobre a denúncia de crime ambiental contra o Iema (Imagem Ilustrativa / Reprodução / Folha Vitória)

“Não temos poder de polícia, que é do Ministério Público. Nosso papel é de investigar a veracidade dos fatos e, ao detectar crimes contra os animais, encaminhá-los para o MP e órgãos competentes, para que os mesmos ingressem com os devidos processos judiciais e providências cabíveis na esfera municipal, Polícia Civil, Conselho Regional de Medicina Veterinária e outros”, explicou Sá.

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