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Cadela morre após abuso sexual no RJ e causa comoção nas redes sociais

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A veterinária Josiane Leitão Abreu acredita que a cadela Anita, da raça dálmata, tenha sido vítima de abuso sexual. A cadela tinha apenas um ano e meio de idade.

Cadela era raça dálmata e tinha apenas um ano e meio de idade
Veterinária afirma que cadela teria sofrido abusos sexuais (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a médica veterinária, Anita morreu no dia seguinte após realizar um procedimento cirúrgico em sua clínica para tentar reverter o quadro clínico. A cadela teria chegado na veterinária com o útero para fora de seu corpo e sem conseguir urinar.

“Eu tenho certeza absoluta que ela foi estuprada. Caso outro objeto tivesse sido introduzido nela, as lesões seriam diferentes”, afirma Josiane, que conta que já é o segundo caso de cadela que atende com os mesmos sinais.

A veterinária também contou sobre o histórico de feridas e agressões sofridas pela cadela. “Pelo o que os tutores me falaram, a Anita vinha aparecendo com ferimentos há cerca de dois meses. Eles falaram que ela ficava presa no terraço durante a noite e, às vezes, escutavam barulhos mas nunca foram ver o que era. Eles estranhavam que ela aparecia fora da coleira e com ferimentos”, descreveu Josiane. Além disso, os tutores contaram que Anita começou a ter um comportamento esquisito e a ter medo de vizinhos e outras pessoas.

Fotos da cadela ferida na postagem no Facebook
Veterinária compartilhou caso nas redes sociais com fotos dos ferimentos da cadela (Foto: Reprodução / Facebook)

Josiane decidiu compartilhar o caso nas redes sociais, gerando indignação e revolta de muitos internautas. Até o momento, a publicação já conta com mais de 200 compartilhamentos.

“Que horror, que covardia. Meu Deus, onde vamos parar com tanta monstruosidade. Tadinha desta cachorra, que sofrimento este animalzinho passou”, desabafou uma internauta. “Muito triste, infelizmente esses covardes não são gente”, disse outra.

Segundo a médica, o animal faleceu devido a sua bexiga estar necrosada, o que causou uma doença renal grave com paralisia dos rins. “Ela estava urinando sangue. Passou bem pela cirurgia na quarta-feira, mas ontem teve duas paradas cardiorrespiratórias”, contou.

Ainda de acordo com Josiane, os tutores decidiram não registrar um boletim de ocorrência por medo de retaliação.

Monique Malhard, presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Nova Friburgo, foi contatada pelo G1. Ela informou que abusar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e a pena pode ser agravada em caso de morte do animal.

“Infelizmente esse tipo de caso é mais comum do que se imagina e os tutores ficam medo de registrar. Nós vamos procurá-los e conversar, tentar encorajar e dar suporte a eles. Quem tem que ter medo não são os donos, e sim, quem fez”, disse a advogada.

 

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