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Inaugurado há uma semana, centro de animais em risco está no limite em Curitiba (PR)

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Centro já atingiu limite de animais resgatados em menos de um mês após inauguração
Centro promove feiras permanentes para incentivar adoção | Foto: Felipe Rosa

O Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (CRAR), inaugurado há menos de um mês em Curitiba, no Paraná, responsável pelo acolhimento de cães e gatos vítimas de maus-tratos que foram resgatados e esperam por um novo lar, já atingiu o limite de resgates.

O local já chegou à sua capacidade máxima, o que levou a administração municipal a iniciar uma campanha de adoção permanente.

Segundo Vivien Midori Morokawa, chefe da Divisão de Monitoramento e Proteção Animal, o órgão resgata apenas animais vítimas de maus-tratos. “Nós não temos condição de receber. Já estamos em nosso limite”.

Vivien explica que o centro abriga cerca de 40 animais, entre cães e gatos, que foram resgatados em ações de fiscalização e receberam tratamento depois disso.“É importante que haja rotatividade para que possamos atender às demandas. Se não tiver saída, não teremos como receber mais animais”, reforça.

O centro promove feiras permanentes para que as pessoas visitem os animais, inclusive durante os fins de semana. Além de conhecerem os animais, os possíveis tutores poderão tirar dúvidas sobre a adoção ou buscar orientações com um veterinário para escolher o animal que melhor se encaixa ao seu perfil. “Isso ajuda a saber qual cão vai se adaptar melhor a um apartamento ou na hora de dividir espaço com crianças ou outros animais”, aponta Vivien. Todos os cães e gatos são castrados, vacinados e microchipados.

Para realizar a adoção, é preciso levar RG, CPF e comprovante de residência, além de assinar um termo de responsabilidade. O CRAR fica na Rua Lodovico Kaminski, 1381, nos fundos da Unidade de Vigilância de Zoonoses. O atendimento é feito todos os dias, das 9h às 12h e das 14h às 16h30.

Feira itinerante

Além do espaço do centro, as feiras de adoção também devem ser levadas para outros parques e praças de Curitiba, complementando as iniciativas bimestrais que a prefeitura já realiza.

De acordo com a chefe da Divisão de Monitoramento e Proteção Animal, a proposta é fazer com que essas feiras se tornem mensais e itinerantes, passando por outros espaços da cidade — incluindo nas regionais. “Até então, isso era feito apenas no Parque Barigui, mas quem mora um pouco mais longe não pode ir”, justifica. Embora ainda sem uma data definida, Vivien afirma que a intenção é fazer com que isso se torne realidade a partir de agosto.

Aumento na fiscalização

Apesar de resgatar apenas animais em situação de risco, o CRAR já abriga cães que foram vítimas de abandono. São animais que foram soltos próximos ao Zoológico Municipal e acolhidos por questões de segurança. “Aquela região é complicada, porque muita gente abandona os cachorros por lá. E eles podem entrar no local, criando um enorme risco por causa dos outros animais. Por isso, acabamos resgatando”, conta Vivien.

Para evitar que situações como essa continuem se repetindo, a prefeitura deve ampliar a fiscalização e o monitoramento na área. “Também é sempre bom lembrar que abandono de animais é crime”, salienta Vivien.

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