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Nova York sanciona lei que proíbe exploração de animais selvagens em circos

Montagem com elefantes explorados em circo e pessoas aplaudindo a nova lei

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A lei,  de coautoria dos membros do conselho Rosie Mendez e Corey Johnson, foi aprovada com 43 votos, enquanto seis pessoas se manifestaram contra ela ou se abstiveram.

Montagem com elefantes explorados em circo e pessoas aplaudindo a nova lei
Foto: Carole Raphaelle Davis

“Estou chocada. Eu estava lá há 11 anos quando o projeto de lei foi apresentado pela primeira vez por Rosie Mendez. Isso é revolucionário – uma mensagem enorme que estamos enviando não só para outras cidades da América, mas para o resto do mundo! Abusar e explorar animais selvagens para o entretenimento não será mais tolerado em Nova York”, disse Edita Birnkrant, diretora executiva da NYClASS, que falou com a reportagem do World Animal News durante a votação.

“O mundo presta atenção ao que ocorre em Nova York e quando algo histórico como isso acontece com os animais, desperta ondas de grande impacto que facilitarão  que outras cidades proíbam animais selvagens para entretenimento. Os circos terão que evoluir e parar de usar animais ou, como os irmãos Ringling, sair do negócio”, acrescentou.

O Conselho disse que os circos itinerantes prejudicam o bem-estar dos animais devido aos efeitos adversos do constante transporte, prolongados períodos de confinamento e técnicas de treinamento fisicamente abusivas. O longo período de tempo em veículos e instalações temporárias utilizadas pela indústria do circo restringe os comportamentos naturais e gera sofrimento aos animais  e os deixa suscetíveis a problemas de saúde, comportamentais e psicológicos.

Os truques que os animais “exóticos” e selvagens são forçados a realizar exigem técnicas extremas de coerção física, incluindo a restrição de alimentos, o uso de bullhooks (uma barra pesada com uma ponta afiada e um gancho), choques elétricos, barras de metal e outras formas de abuso físico.

As condições dos circos itinerantes, incluindo viagens constantes, instalações limitadas, longos períodos de movimentação restrita, separação grupos naturais, estresse e coerção física comprometem inevitavelmente o bem-estar dos animais, o que pode resultar em comportamentos anormais.

“Iremos olhar para trás neste dia e acredito que vai ser um momento seminal no qual maior município da América disse ‘chega’. Vamos parar de explorar animais selvagens. Eles estão perdendo seus habitats, estão sendo esfoladoss ou capturados e vendidos para fins de entretenimento e usados nos Estados Unidos. Nós os valorizamos e acreditamos que devem ser respeitados e tratados de maneira humana. Este é um passo rumo a uma cidade e sociedade mais justa, humana e compassiva”, disse o  membro do Conselho Corey Johnson.

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