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Operação prende membros de quadrilha de tráfico internacional de animais

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Homens são suspeitos de fazerem parte de quadrilha
Foram resgatados 22 peixes de duas espécies diferentes durante operação

Uma operação chamada ‘Operação Poseidon’, foi responsável pela prisão de sete homens suspeitos de fazer parte de uma quadrilha de tráfico internacional de peixes ornamentais, com bases em Altamira e Itaituba, em Manaus. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Pará e do Amazonas.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e mais dois mandados de prisão nos bairros Cidade Nova, na zona Norte, e Betânia, na zona Sul da cidade. Com os suspeitos, foram resgatados 22 peixes, de duas espécies diferentes do Rio Xingu, em Altamira, e ainda não identificadas. Além dos peixes, que eram transportados por vias aérea e fluvial, do Pará até o Amazonas, os policiais apreenderam armas, bacias, redes de pescas, tanques de oxigênio, dinheiro em notas estrangeiras, notebooks, celulares, equipamentos para mergulho e entre outros utensílios para captura e conservação dos peixes.

De acordo com o delegado Thiado Dias, a organização criminosa é investigada no país inteiro. “Foram autuados cinco pessoas em flagrante no bairro Cidade Nova, que fariam o tráfico de animais silvestres. Essa é uma organização criminosa não só investigada aqui no Amazonas, mas como no Pará e fora do País. Em Manaus, funcionavam dois pontos de apoio para trocar a água e oxigenar os peixes”. Tiago atua na Delegacia de Roubos e Furtos do Pará, em Belém.

As investigações da ‘Operação Poseidon’, de responsabilidades da Polícia Civil e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, duraram um ano e foram deflagradas, simultaneamente, em Manaus e nas cidades do Pará, Altamira, Itaituba e Santarém.

O delegado explica ainda que os peixes encontrados são provenientes do Rio Xingu. “Esses peixes são provenientes do Rio Xingu e a rota deles são Altamira, Itaituba, Santarém e depois para Manaus, onde provavelmente vão para Tabatinga indo até a Europa e China. No mercado exterior esses peixes chegam a valer R$ 10 mil”.

Ainda segundo o delegado Thiago Dias, Manaus era usada como ‘aquário’ para os peixes capturados no Rio Xingu e transportados ilegalmente para o Amazonas. “Aqui (Manaus) funcionavam as bases deles, os aquários. Porque durante o transporte, os peixes não suportam muito tempo dentro das malas e sacos plásticos. Então, em Manaus paravam para dar oxigênio e comida aos peixes”, explicou Dias.

Os suspeitos presos em Manaus foram autuados no Artigo 288 do Código Penal, por associação criminosa, e no Artigo 29, inciso III, da Lei de Crimes Ambientais, em relação a captura, morte e transporte ilegal de animais silvestres. Os peixes resgatados durante a operação deverão ser encaminhados para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) ou para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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