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Estudo criado para beneficiar indústria agropecuária ameaça éguas selvagens nos EUA

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Foto: Reprodução, Care2

O Departamento de Gestão de Terras dos EUA (BLM) está conduzindo um estudo de cinco anos em éguas selvagens na Área de Gerenciamento da Cidade de Adobe (ATHMA) do centro-sul do Wyoming com a ajuda do Departamento de Ciência e Gestão de Ecossistemas da Universidade de Wyoming.

Como a maioria das ações recentes entre o órgão e cavalos selvagens, isso pode causar danos terríveis para as éguas.

Supostamente, o estudo pretende “documentar a escolha de habitats, o descolamento entre habitats, o uso sazonal e padrões de migração de cavalos selvagens” dentro e fora dessa área para compreender como eles atravessam a fronteira entre Colorado e Wyoming, como a remoção de cavalos da HMA influencia o movimento das éguas da ATHMA, como os cavalos selecionam os recursos da natureza em relação à sua disponibilidade proporcional e como a lealdade dos cavalos é influenciada por uma estação”.

Porém, conforme Carol Walker, diretora de Documentação de Campo da Wild Horse Freedom Federation, explica: “Os pesquisadores querem mostrar que os cavalos selvagens vão ‘mover-se em um espaço vazio criado devido À captura e remoção de cavalos de uma área determinada para que eles possam provar que é impossível remover os cavalos do local e mantê-los assim. Eles também esperam “comprovar” que os cavalos selvagens degradam áreas ripícolas”.

A razão disso é que o BLM trabalha lado a lado com a indústria pecuária para alocar mais terras públicas para explorar e matar vacas com o intuito de coletar mais impostos em nome dos interesses dessa indústria.

Esses interesses continuam alegando que não há terras suficientes para a pastagem devido a uma superpopulação de cavalos selvagens que esgota a área de alimentação quando, de fato, os cavalos ocupam apenas 11% da terra administrada pelo BLM e a proporção de vacas em relação aos cavalos é de 50 contra 1 e o número continua crescendo, segundo o One Green Planet.

Enquanto isso, ao utilizar o dinheiro dos contribuintes, a equipe da BLM e da Universidade de Wyoming já capturaram menos 14 “sujeitos de teste” na área ATHMA, juntamente com éguas que, depois de serem presas, foram consideradas muito jovens para participar do estudo.

Não é incomum que o BLM mate cavalos selvagens presos em suas instalações de detenção ou os envie para matadouros. Desde que a agência votou em setembro de 2016 a favor da morte de 44 mil dos 67 mil cavalos selvagens remanescentes do país, este ato de aprisionamento é, por si só, um passo muito assustador.

Até agora, as éguas foram poupadas, mas seus futuros permanecem bastante indefinidos. Elas têm sido equipadas com coleiras de rádio, que podem afetar perigosamente a sua saúde e bem-estar. Por exemplo, se ganham peso, de forma natural ou devido à gravidez, as coleiras ficarão muito apertadas para o conforto. Se as coleiras ficarem presas nos cascos dos animais, como aconteceu em estudos anteriores, isso pode ser desastroso. Além disso, os dispositivos garantem que a agência saiba exatamente onde encontrá-las caso decida exterminá-las.

Dez das éguas de coleiras foram liberadas novamente na área, mas não juntas. Em vez disso, uma dupla foi deixada a quilômetros de distância uma da outra, o que confundiu ainda mais os animais, que estão habituados a sobreviver em grupos. Além disso, nenhum esforço foi feito para manter cavalos da mesma família juntos.

Claramente, há pouco respeito pelo bem-estar dos animais e este estudo atende os interesses da indústria que ajudam a financiar o BLM com o dinheiro dos americanos.

De acordo com uma pesquisa, 72% dos norte-americanos preferem proteger os cavalos selvagens, 66% acham que a abordagem do BLM para a gestão da espécie é um uso ineficiente dos impostos e 62% apoiam a revogação da lei que permite que o BLM venda os animais para matadouros.

Uma petição foi feita para exigir que as coleiras das éguas selvagens sejam removidas. Além disso, a ação mais importante para acabar com essas atrocidades e proteger os cavalos selvagens é abandonar o consumo de produtos animais e deixar de financiar esta indústria horrorosa.

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