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Pet shop é interditada após mutilar animais em Camboriú (SC)

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Local foi interditato após denúncia de maus-tratos
Fiscais constataram necessidade de dedetização no ambiente

Uma pet shop localizado no centro de Camboriú (SC), foi interditado pela Vigilância Sanitária após ser denunciado por maus-tratos e irregularidades. A proprietária do local foi autuada por infração ambiental.

Além de não possuir alvará para funcionamento, os fiscais constataram necessidade de dedetização no ambiente, falta de certificado de procedência dos animais comercializados, acúmulo de cachorros em espaço reduzido e mutilação do rabo de filhotes, o que é ilegal.

De acordo com o diretor de fiscalização da Fundação Camboriuense de Gestão e Desenvolvimento Sustentável (Fucam), Maurício Fernandes, que atua juntamente com a VS e o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), a proprietária do local infringiu uma lei instaurada em 1998 que proíbe a mutilação de animais. “O corte de rabo, orelha, cordas vocais e garras é proibido por lei desde 1998. Possivelmente será instaurada uma ação civil contra a proprietária”, explica Maurício.

O local tem sido alvo de denúncias há dois meses, segundo a diretora da Vigilância em Saúde de Camboriú, Josiane Farias. “Fizemos uma série de visitas ao local e solicitamos a regularização do alvará, dedetização e espaço apropriado para os animais. Sempre disponibilizamos um prazo para o empresário se adequar”, esclarece. Na quarta-feira, porém, a denúncia registrada foi de maus-tratos.

Segundo ela, ao chegarem na pet shop, encontraram filhotes mutilados. “Chegamos ao local e verificamos que estavam realizando mutilação dos rabos dos filhotes. Além disso, nenhuma das exigências anteriores tinha sido cumprida. Decidimos interditar o local imediatamente”. A equipe, formada por Josiane e quatros fiscais, também observou o confinamento de 38 animais em um espaço reduzido, considerado insalubre.

De acordo com o secretário de Saúde, Ronnye Peterson dos Santos, para voltar a atuar na cidade a pet shop precisa regularizar seus documentos, adequar suas instalações e provar que os animais serão tratados de maneira apropriada. “A Vigilância Sanitária listou uma série de exigências que deverão ser cumpridas. É muito provável que o estabelecimento responda a um processo judicial”, conclui.

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