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Poodle descobre o mundo após passar a vida em porão de fábrica de filhotes

Poodle B.B no colo de ativista

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Quando ativistas encontraram B.B., o poodle estava preso dentro de uma pequena gaiola de arame, no porão de uma residência.

B.B dentro da sua gaiola em fábrica de filhotes
Foto: HSUS/Meredith Lee

A gaiola estava imunda e coberta de sujeira e não havia ventilação no cômodo.

B.B. era explorada em uma fábrica de filhotes perto de Charlotte, Carolina do Norte (EUA), que uma equipe da Humane Society dos Estados Unidos (HSUS) invadiu em setembro de 2016.

Embora não soubesse exatamente a idade de BB, o grupo sabia que suas mamas inchadas indicavam que ela tinha sido forçada a reproduzir diversas vezes e amamentado muitas ninhadas de filhotes – que os proprietários do local provavelmente venderam por muito dinheiro.

Os ativistas suspeitam que a cachorra tenha passo toda a vida dentro da estreita gaiola. “Ela era muito pequena e se parecia com essa criatura indefesa”, disse Jessica Lauginiger, gerente de crimes contra animais da HSUS, ao The Dodo.

“Coloquei minha mão na gaiola e ela cheirou um pouco. Estava muito receosa com a atenção humana, mas queria isso”, completou.

B.B de olhos fechados dentro da sua gaiola
Foto: HSUS/Meredith Lee

Uma vez que Lauginiger ganhou a confiança de B.B., ela abriu a gaiola e tirou-a de lá.

“Lembro-me de quão minúscula e frágil ela estava em minhas mãos. Eu a puxei para perto do meu corpo e ela se inclinou em mim”, acrescentou.

B.B. não era o único animal na fábrica: havia mais de 150 cães, assim como gatos e cabras, mantidos em condições semelhantes na propriedade.

Alguns dos animais, como B.B., eram explorados para reprodução, mas outros provavelmente foram vendidos a potenciais compradores.

Felizmente, a HSUS, juntamente com o departamento do xerife local e agências da lei, conseguiram fechar o estabelecimento e resgatar todos os animais.

Poodle B.B no colo de ativista
Foto: HSUS/Meredith Lee

Muitos dos animais foram para Cabarrus Animal Hospital, uma clínica veterinária local, para receber tratamento e foi assim que Brenda Tortoreo, que trabalhava ali como recepcionista, conheceu B.B.

“B.B. estava em um canto. Ela parecia miserável. Estava com muito medo, não queria comer, não queria beber e eu me sentia tão mal por ela. E eu disse: ‘Essa é a que vou levar para casa”, relatou Tortoreo.

Assim que a cachorra ficou bem o suficiente, Tortoreo a adotou para viver com seus outros dois cães. Mas B.B tinha passado a vida dentro de uma gaiola e não sabia como agir dentro de uma residência.

“Coloquei B.B. no chão e ela ficou andando em círculos – não correndo, mas andando. Acho que isso era tudo que ela sabia fazer. Coloquei-a na sala de estar e ela não atravessava a divisa [entre as salas] para ir para o corredor. Tenho duas netas que moram comigo, então eu a colocava no quarto da minha nora e ela ficava apavorada com tapetes, só queria sair do tapete”, revelou.

Poodle com brinquedos de pelúcia
Foto: HSUS/Jamie Linder

O mundo exterior era extremamente assustador para o poodle.

“Ela nunca soube o que era o sol. Não sabia o que era a grama e estava amedrontada com isso”, disse Tortoreo.

Aos poucos, B.B. se sentiu confortável dentro da casa de Tortoreo. “Ela tem três grandes cestos de animais de pelúcia. Pega alguns animais de pelúcia e os carrega para a cama e os arruma como se estivesse cuidando deles. Ela os lambia muito, foi tão doloroso”, afirmou Tortoreo.

Com a ajuda da tutora e com o conforto de seus animais de pelúcia, o poodle finalmente se adaptou a sua nova vida e descobriu como ser uma cachorra normal.

“Ela corre pela casa. Está comendo como uma louca. Ama a grama agora e também brincar com os outros cães no quintal”, contou a tutora.

Poodle com sua nova tutora
Foto: HSUS/Jamie Linder

O laço entre ambas se torna mais forte a cada dia que passa.

“Há cerca de três semanas ela começou a me lamber – nunca tinha feito isso antes. Ela realmente saiu de sua concha. É minha princesinha”, disse Tortoreo.

B.B., juntamente com os outros cães, gatos e cabras da fábrica de filhotes, tiveram a sorte de ser resgatados. Mas esse ainda é um grande problema nos EUA.

Existem cerca de 10 mil fábricas de filhotes licenciadas e não licenciadas e aproximadamente 165 mil cachorras são exploradas para reprodução nesses locais, de acordo com a HSUS.

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