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Após anos desaparecidos, três micos-leões-dourados são vistos na paisagem carioca

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Três micos-leões-dourados foram vistos na paisagem carioca
Pesquisadores confirmam a presença de micos no Rio (Imagem Ilustrativa / Fonte: Associação Mico-Leão-Dourado)

Três micos-leões-dourados apareceram na paisagem carioca, após mais de um século desaparecidos do estado. O fato já foi confirmado por pesquisadores.

Segundo a coluna do Ancelmo Gois, no GLOBO, os micos, que estão ameaçados de extinção, foram vistos na Estação Biológica Fiocruz Mata Atlântica, na Taquara, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.

Os pesquisadores da fundação pretendem descobrir a origem do trio, que podem ter sido trazidos de outra região e soltos na localidade ou podem ser oriundos de uma população local.

“Vamos fazer testes genéticos para descobrir a origem desses animais. Uma das hipóteses é que eles tenham sido transportados, em cativeiro, da região da Bacia do Rio São João, que engloba cidades como Silva Jardim e Casimiro de Abreu, e tenham fugido, ou sido soltos aqui no Rio. Outra explicação, menos provável, é que eles sejam remanescentes de populações antigas e tenham ficado escondidos na mata esse tempo todo”, conta Ricardo Moratelli, biólogo e coordenador da equipe de gestão ambiental da fauna do campus Mata Atlântica da FioCruz, ao jornal EXTRA.

Um mico da espécie foi visto junto a um grupo de saguis-de-tufo-branco no mês passado pelos biólogos Monique Medeiros e Iuri Veríssimo na região da estação. Moradores da Taquara contam que já viram três micos-leões-dourados no local.

“Esse registro é importante porque a área em que a espécie foi encontrada, o Maciço da Pedra Branca, que abriga a estação da Fiocruz, é a segunda maior floresta urbana do mundo, a maior das Américas. Na região, há cerca de 50 quilômetros quadrados de florestas de baixada (de até 300 metros de altitude) bem preservadas, que são o habitat preferido do mico-leão-dourado”, afirma Moratelli.

De acordo com o biólogo, no início do século XIX, a espécie podia ser vista em toda a faixa litorânea do estado do Rio de Janeiro, mas com a expansão das cidades, os micos acabaram perdendo seu habitat.

Atualmente, existe aproximadamente 3200 animais da espécie em natureza, numa área fragmentada de floresta na APA da Bacia do Rio São João / Mico-Leão-Dourado, incluindo as reservas ambientais de Poço das Antas e União, além das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). É possível ver a espécie também em outras regiões do estado como Cabo Frio, Búzios, Rio Bonito, Macaé, Casimiro de Abreu, Araruama e Cachoeiras de Macacu.

Sobrevivência

Especialistas acreditam que o trio que apareceu na região de Jacarepaguá tem pouca chance de sobreviver na cidade. O Secretário-executivo da Associação Mico Leão Dourado, Luís Paulo Ferraz, diz que pelo fato dos animais estarem “isolados”, existe pouca ou nenhuma chance de sobrevivência.

“A viabilidade de um pequeno grupo isolado é quase nula. Dá muita tristeza”, diz Ferraz.

Por Sophia Portes |Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

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