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Caçadores promovem matança de burros por conta da demanda chinesa da pele do animal

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Por Sophia Portes | Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Foto: BBC

Os burros são animais cada vez mais procurados por caçadores, por conta da demanda do couro do animal na medicina tradicional chinesa. Esse comércio cruel tem afetado também a vida de comunidades com poucos recursos, que acabam utilizando burros para carregar pessoas e mercadorias.

“Perdi cinco burros (para gangues) e se eu perder mais um, não vou poder alimentar minha família”, diz Lucky Montsho, tutor de burros. Os animais são sequestrados de fazendas, mortos e esfolados.

Recentemente, foram achadas toneladas de couro em um contêiner em uma fazenda próximo a Johanesburgo, na África do Sul.

Toneladas de couro de burro foram encontradas em fazendo sul-africana (Foto: BBC)

O couro do burro é fervido para gerar uma espécie de gelatina, um ingrediente muito utilizado na produção de um medicamentos tradicional na China chamado eijao, que pode custar o equivalente a R$ 5 mil o quilo.

E, infelizmente, esse comércio cruel não se restringe somente a África do Sul. “O comércio é imenso. Não se restringe apenas à África do Sul, mas engloba os países vizinhos: Quênia, Tanzânia e Somália”, afirma Ashley Ness, investigadora da Highveld Horse Care Unit, centro de tratamento de equinos cuja sede fica na África do Sul.

Como existem poucos “fornecedores” do animal nesse mercado explorador, a oferta pelo couro de burro aumentou expressivamente em Burkina Faso, por exemplo, indo de R$ 245 a R$440, em um período de 3 anos.

 

 

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