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Toronto proíbe uso de animais ”exóticos” em programas educacionais e terapêuticos

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: globe_design_studio/Shutterstock

A cidade canadense de Toronto parece um zoológico, tamanha é a exploração animal que ocorre na região. Recentemente, animais considerados exóticos – incluindo juparás, galinhas vistosas e capivaras – foram abusados por universidades e lares de idosos como uma espécie de “cães de terapia”.

É ilegal criar essas espécies, mas zoológicos itinerantes e empresas de animais “exóticos” oferecem o serviço para aqueles que solicitarem. Agora a cidade decidiu analisar os regulamentos existentes sobre animais proibidos que a população não pode manter como domésticos, como ursos, gambás, mangustos e aves quiuís.

Os moradores da região devem preencher um inquérito para iniciar uma discussão pública em torno de planos para atualizar a lista de animais proibidos, assim como outros regulamentos sobre a exploração de animais “exóticos” em programas educacionais e eventos especiais.

Existe atualmente uma multa de US$ 240 para os cidadãos que mantêm animais exóticos. Porém, zoos itinerantes privados operam sem praticamente nenhuma fiscalização, disse Camille Labchuk, diretora executiva da Animal Justice, uma organização composta por ativistas pelos direitos animais.

“A cidade está percebendo que este é um problema para o bem-estar animal e a segurança pública”, aponta. Uma investigação da imprensa canadense em 2016 sugeriu que zoos itinerantes estão em ascensão, segundo o MotherBoard.

Labchuk explica que há uma razão pela qual esses animais, incluindo cangurus e gambás, estão na lista proibida: eles não devem viver em cativeiro, mas na natureza.

A partir de 1º de julho, animais proibidos não serão permitidos em programas educacionais, incluindo em zoológicos itinerantes de cobras e outros répteis, festas de aniversário e lares de idosos, observou Fiona Venedam, supervisora do Toronto Animal Services.

Apesar de ser fundamental deixar animais selvagens em seu habitat, vale lembrar que nenhum animal – seja ele doméstico ou não – deve ser explorado por humanos. Isso também inclui programas considerados educativos, terapêuticos e em eventos. Além disso, deve-se lutar pelo fim de todos os zoológicos, que são prisões que lucram em detrimento do bem-estar dos animais.

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