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Cientistas criam banco de dados para prever branqueamento de corais

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Wikipédia

Uma equipe de pesquisa liderada pela UBC desenvolveu um novo banco de dados global sobre corais que pode ajudar os cientistas a prever futuros branqueamentos.

Até agora, o conhecimento da extensão geográfica do branqueamento em massa de corais é insuficiente.

“Sabemos que o branqueamento em massa de corais está acontecendo em todo o mundo, mas a maioria dos eventos ocorre em lugares em desenvolvimento, onde a capacidade de monitorá-los é restrita”, diz Simon Donner, professor associado do Departamento de Geografia e do Instituto Para os Oceanos e Pescas na UBC.

“Entretanto, a ausência de relatório não significa que o branqueamento não ocorreu. É possível que os recursos de monitoramento não estejam disponíveis ou que os recifes estejam muito distantes para serem visitados”, completa.

Para criar o banco de dados, os pesquisadores analisaram revistas acadêmicas, documentos governamentais e outras fontes de relatos de descoloração de corais que não estavam em um banco de dados voluntário comumente utilizado por cientistas, de acordo com o Phys.

Em seguida, contataram peritos em locais onde suspeitavam da ocorrência do branqueamento dos corais. Até o momento, o banco de dados possui 79% mais relatórios do que o banco voluntário.

Foi descoberto também que dois terços dos novos relatórios mostram um branqueamento moderado ou grave. Donner e sua equipe criaram mapas globais mostrando áreas onde o branqueamento de corais provavelmente ocorreu entre 1985 e 2010, apesar da ausência de informações anteriores.

A ferramenta ajudará os cientistas a avaliar com mais precisão as mudanças na frequência do branqueamento em massa de corais. Ela também auxiliará a prever futuras descolorações por meio das temperaturas do oceano e possibilitará que os cientistas façam testes para verificar se os recifes têm se ajustado ao aumento das temperaturas em ambientes subaquáticos.

“Se os oceanos continuarem a aquecer no ritmo atual durante o resto do século, é provável que não tenhamos muitos corais restantes. Aproximadamente um quarto da biodiversidade do oceano existe em recifes de corais”, afirma Donner.

Uma perda dos recifes de corais do mundo seria desastrosa para populações nos trópicos e Donner incentiva todos a contribuir com o banco de dados de acesso aberto.

“Você não precisa ser um cientista. Para qualquer um que é mergulhador, seu engajamento cidadão-cientista pode ser valioso para nós compreendermos o que está acontecendo com os recifes de corais ao redor do planeta”, conclui.

O estudo foi publicado na revista PLOS ONE e tem coautoria de Gregory J.M. Rickbeil e Scott F. Heron.

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