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Amor entre crianças e animais é tudo de bom

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A companhia de um animal reduz as chances de desenvolver doenças como resfriados, além de outros benefícios para as crianças (Foto: Divulgação)

Ter um animal doméstico em casa significa ter um novo membro na família, mas também requer responsabilidade e mudanças na rotina para garantir o bem estar do animal. E quando a família tem crianças pequenas? Existem riscos para a saúde da criança? A resposta é não!

A pediatra de São Paulo, Maria Júlia Carvalho, explica que alergias a animais domésticos ocorrem em uma porcentagem muito pequena da população, apenas 10%. Além disso, o organismo de crianças que  têm contato com animais desde pequenas, passará a tolerar mais as reações alérgicas.
Um estudo feito na Universidade de Munique, envolvendo milhares de crianças que foram monitoradas desde o nascimento até os 6 anos com coletas seriadas de sangue, mostrou que aquelas que conviviam com cachorro dentro de casa apresentavam menor risco de desenvolver sensibilidade a pelos, pólen, poeira e outros agentes alergênicos inaláveis, do que crianças sem cães.
Uma outra pesquisa do departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo, mostrou que a companhia de um animal reduz as chances de desenvolver resfriados e outras doenças nos pequenos pois há um fortalecimento do sistema imunológico secundário ao aumento dos níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana.
Além da melhora do sistema imunológico, um benefício inquestionável é o companheirismo e os diversos estímulos que o animal provoca na criança – o bebê exercita a coordenação motora fina ao ter de controlar sua força para fazer um carinho, por exemplo.
O contato com animais ainda ativa áreas do cérebro relacionadas às emoções. Não é por outro motivo que terapeutas começaram a contar com animais para fazer terapia em crianças hospitalizadas ou com deficiências mentais. “É um excelente treino para a afetividade”, diz Maria Julia.
A melhor idade para ter animais domésticos não é concreta, porém, é recomendado que os pais esperem até a criança desenvolver uma boa maturidade motora e grau de entendimento para compreender a importância de cuidar e amar o animal que fará parte da família. Geralmente, crianças a partir de 4 anos conseguem ter um bom entendimento a respeito dos animais e respeitar as regras.
E para quem já tem um animal e acabou de aumentar a família ou tem um bebê que ainda está por vir, é preciso tomar alguns cuidados. A médica ressalta que o animal pode e deve ser apresentado ao novo membro da família, mas esse contato deve ser sempre supervisionado por um adulto. É importante também sempre atualizar as vacinas do animal.

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  1. Sou contra animais serem usados em terapia para doentes mentais. Aqui onde moro, todos os animais que foram dados a crianças com doenças mentais, foram extremamente maltratados por elas. É claro que não é culpa dessas crianças, elas nem sabem o que é certo e errado. Culpo os terapeutas e os pais que deveriam ter consciência de que animal é um ser vivo que sente dor, e não um brinquedo para ser jogado para tudo que é lado.

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