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Beagle desfruta da liberdade depois de ser torturada por anos em laboratório

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Beagle Freedom Project

Uma pequena beagle nunca teve a chance de ser uma cachorra comum. Cerca de três meses depois de seu nascimento, ela foi enviada para uma unidade de testes de animais na Hungria, onde viveu dentro de uma gaiola e foi torturada em experimentos de laboratório.

Ela não tinha sequer um nome, apenas um número de identificação federal tatuado dentro da orelha.

Embora pouco se saiba sobre o que aconteceu com ela na instalação, Shannon Keith, fundadora e diretora do Beagle Freedom Project (BFP), acredita que a beagle, que mais tarde recebeu o nome de Bea, foi abusada em diversos testes.

Foto: Beagle Freedom Project

“Eles [as instalações de testes de animais] preferem pintar um quadro bonito e dizer: ‘Não foi nada muito intrusivo’, ou ‘Ela era apenas uma cachorra de controle”, diz Keith.

“Porém, sabemos que esta instalação é um laboratório de pesquisa contratado, o que significa que são contratados por outras empresas para testar substâncias específicas que vão desde produtos farmacêuticos a dispositivos médicos, produtos químicos e cosméticos, assim como fazem testes terríveis de inalação”, acrescenta.

O passado de Bea a traumatizou. Quando foi finalmente resgatada pela BFP em dezembro de 2016, ela era tímida, estava exausta e amedrontada com tudo – carros, estradas, sacos reutilizáveis, o som do aspirador.

Foto: Beagle Freedom Project

Bea também tinha muito pouco tônus muscular, provavelmente porque viveu apertada dentro de uma gaiola por tanto tempo e não sabia como fazer coisas normais para um cão como beber em uma vasilha.

“Tínhamos que usar a mão para lhe dar água quando chegou em casa. Ela não tinha ideia do que era uma vasilha de água”, disse Tina Lobel, que adotou Bea, ao The Dodo.

“Não sei o que ela recebia para comer, mas, quando comeu corretamente, pedaços caíam de sua boca conforme mastigava”, adicionou.

Felizmente, Lobel estava lá para ajudá-la pacientemente a superar todos os obstáculos. Lobel a levou a sessões de hidroterapia para ajudar a fortalecer seus músculos e tranquilizou Bea quando ela estava com medo.

Foto: Beagle Freedom Project

Bea também se tornou uma grande amiga dos outros dois cães de Lobel: Rufus e Chip.

“Rufus e Chip foram fantásticos com ela e ensinaram-lhe coisas que eu simplesmente não podia”, disse Lobel.

Rufus se tornou o maior aliado de Bea. “Ela sempre escolheu dormir com meu labrador à noite e teve alguns pesadelos, mas, felizmente, não muitos. Muitas vezes, ela observa a reação de Rufus e segue sua liderança”, explica a tutora.

Ainda assim, Bea tem dias ruins ocasionalmente.”Ela simplesmente se fecha. Ficava totalmente letárgica e vazia, o que era doloroso. Achamos que um barulho, um cheiro, uma reação ou o movimento de uma pessoa causavam isso. Parecia como se estivesse morta, mas respirando”, completa.

Foto: Beagle Freedom Project

“Às vezes você passa por ela fazendo qualquer coisa e ela se encolhe. Ainda não sei por que, mas tenho vontade de chorar quando ela faz isso”, disse Lobel.

Com o decorrer do tempo, Bea está tendo cada vez menos dias ruins e agora ama a vida com Lobel e sua família.

“Bea é muito mais feliz, mais confiante e mais amorosa e tenho certeza de que continuará crescendo. Ela também é muito mais forte, já que agora tem músculos, o que não tinha antes. Seu amor pela comida também significa que agora implora descaradamente”, disse Lobel.

Foto: Beagle Freedom Project

A beagle também adora toda a atenção que recebe. “Bea sempre quis afeto, mas agora ela pede. Ela virá e baterá em você se estiver sentada e saltará sobre seu colo. Suas reações são incríveis quando alguém entra no quarto”, acrescentou.

Além de se aconchegar perto de Lobel, Bea adora perseguir bolas no jardim, ir à praia e explorar os bosques e parques locais. À noite, ela gosta de descansar no sofá.

Foto: Beagle Freedom Project

“Ela está abraçando sua liberdade e estamos fazendo o nosso melhor para nos certificar de que cada segundo valha a pena”, afirmou Lobel.

Bea só esteve com Lobel por alguns meses, mas Lobel já não pode imaginar a vida sem ela.

“Bea é da família. Não consigo descrever o quão especial ela é. Pedi-lhe desculpas tantas vezes por tudo o que ela passou e prometi que iremos amá-la para sempre e fazer cada momento valer a pena. Não sabia que nossa família estava perdendo uma cachorra como Bea até que a adotamos e agora não estaríamos completos sem ela”, finalizou Lobel.

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