• Home
  • Indústria agropecuária administra mais de 450 drogas aos animais

Indústria agropecuária administra mais de 450 drogas aos animais

0 comments

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução/Mercy For Animals

Animais criados por suas carnes em fazendas industriais são geneticamente manipulados constantemente para se tornarem anormalmente grandes e, portanto, mais rentáveis para a indústria agropecuária.

As galinhas mortas nos Estados Unidos, por exemplo, são criadas para pesar quase quatro quilos hoje, em comparação com apenas 600 gramas na década de 1950. Elas devem crescer tão rápido que frequentemente adquirem deformidades debilitantes.

De acordo com um estudo do Centro de Segurança Alimentar, mais de 450 drogas, como combinações de fármacos e outros aditivos alimentares, são administradas aos animais para impulsionar o crescimento e mantê-los vivos em condições que, de outra forma, iriam matá-los.

Na verdade, 99,9% da carne de frango e 78% da carne vermelha consumida nos Estados Unidos são originárias de fazendas superlotadas. Esses locais são imundos e doenças e infecções se proliferam desenfreadamente.

Para agravar esse cenário perturbador, o Centro de Segurança Alimentar descobriu que drogas que representam ameaças significativas aos seres humanos, animais e ao meio ambiente são administradas aos animais.

É chocante que elas tenham sido aprovadas pela FDA e estejam no mercado. Dos fármacos estudados, 12 são proibidos para uso em animais de outros países, mas não nos Estados Unidos.

A ractopamina é utilizada para aumentar a massa muscular e o peso total de um animal antes da morte, mas os riscos aos consumidores e ao meio ambiente não são totalmente conhecidos. Nos animais, a ractopamina deixou mais porcos doentes ou mortos do que qualquer outro medicamento. Ela também aumenta a claudicação, a ocorrência de fraturas nos membros e imobilidade, conforme mostra a Mercy For Animals.

O estresse cardiovascular, os tremores músculo esqueléticos, o aumento da agressão, a hiperatividade, a toxicidade aguda e a genotoxicidade são apenas algumas das mudanças comportamentais e outros problemas ligados à ractopamina.

Apesar da crescente evidência de riscos à saúde decorrentes da exposição ao arsênio, de 1940 a 2016, a FDA aprovou compostos à base de arsênio, ou arsênicos, para uso em ração animal que estimula o crescimento, melhora a eficiência alimentar e induz a pigmentação desejável.

Consequentemente, a exposição cumulativa ao arsênico aumentou muito entre os norte-americanos e há casos documentados de resíduos de arsênico em frangos. Existem muitas evidência de que os compostos inorgânicos de arsênio são facilmente absorvidos a partir dos tratos gastrointestinais dos seres humanos.

Antioxidantes sintéticos, tais como a etoxiquina, são utilizados para abrandar o apodrecimento e aumentar a vida útil da carne. Embora seja reconhecida pela FDA como venenoso, a etoxiquina é adicionada à água potável em granjas para melhorar o amarelo de gemas de ovos. Apesar de a FDA saber sobre os perigos da droga, não houve reavaliação ou restrição da substância para os animais.

Entre todos os antibióticos dos Estados Unidos, 80% são administrados a animais explorados e mortos em fazendas para conter infecções, tratar doenças ou promover o crescimento e a eficiência alimentar.

Embora as doses sejam baixas e não letais, elas permitem que as bactérias mudem e se tornem resistentes. Isso aumenta a ameaça de infecções resistentes a antibióticos, que devem matar aproximadamente 10 milhões de pessoas por ano até 2050, de acordo com um estudo realizado em 2015.

É urgente que as pessoas parem de consumir produtos animais para preservar as vidas de bilhões de seres inocentes, o meio ambiente e a saúde humana.

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>