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México: pesquisa afirma que 9% da população adulta é vegana

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Por Renata Leite | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Dieta sem crueldade. Foto: Banco de Imagens/ Instituto Nacional do Câncer

Com apenas três anos de idade, René Valério tomou uma decisão que mudaria sua vida e de sua família: ele se recusou a comer animais porque os via como muito mais que um alimento. “Desde muito pequeno disse à minha mãe que não considerava justo comê-los, pois eu os via como amigos, parte da minha família. Eu cresci rodeado de gatos e cachorros”, disse em entrevista à Televisa.

René faz parte dos 9% da população mexicana adulta adepta ao estilo de vida vegano, ou seja, aqueles que não apenas excluem da alimentação qualquer produto de origem animais, mas também eliminam de sua rotina qualquer produto que envolvam exploração animal, seja vestuário, higiene corporal, cosméticos, etc.

O jovem conta ainda que não encontra dificuldades ou enfrenta privações por não se alimentar de animais. “Comemos carne de soja e de trigo. Compramos tudo em lojas de produtos naturais ou produzimos artesanalmente. Fazemos churrasco com tofu e leite de amendoim. Nada de ovo, queijo, nem leite. Como normalmente hambúrgueres e hot dogs. Tudo o que quiser dá pra fazer vegano”, acrescentou René.

Queda no consumo de carne

A ascensão de um estilo de vida consciente e ético abre caminho também para um movimento que vem ganhando força no país: o vegetarianismo, uma escolha alimentar que exclui apenas a carne, seja ela de bovinos, aves ou frutos do mar. Segundo um levantamento realizado pela Televisa, 19% da população se autodeclara vegetariana.

Uma representante deste grupo em crescimento é Gabriela Beltrán. Vegetariana e budista, a jovem afirma que está fazendo uma migração paulatina e que já sente os benefícios de um estilo de vida sem o consumo de carne. “Primeiro larguei as carnes vermelhas e depois o frango. Quando você começa a mudar sua alimentação, muda muitas coisas, muda sua forma de relacionamento com as pessoas, as formas do seu corpo ficam muito diferentes, seus problemas de saúde começam a diminuir, por exemplo, eu tinha problemas digestivos, gastrite, colite e todas as ‘itis’ e isso diminuiu completamente”, conta.

Nota da Redação: A queda no consumo de carne é uma realidade em todo o mundo. A compaixão pelos animais e consciência dos impactos negativos da produção pecuária ao meio ambiente é o caminho para a construção de um mundo melhor e equilibrado, mas é importante ressaltar que, apesar de ser um grande e importante passo, a reeducação alimentar não é o suficiente para a libertação animal. As indústrias de ovos e laticínios são responsáveis por torturas, abuso e explorações maciça de animais em todo mundo. A banalização do sofrimento animal inclui ainda circos, zoológicos, aquários, além de práticas que os maltratam em nome de supostas “tradições” como touradas, corridas, vaquejadas, rodeios e farras do boi. O único caminho para a libertação real dos animais é o veganismo.

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