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Legisladores propõem projeto de lei para proteger fazendeiros nos EUA

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução, Mercy for Animals

Legisladores da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, têm adotado medidas para proteger os grandes fazendeiros de processos que os acusam de poluição e de provocar doenças em moradores vizinhos.

Uma fazenda de porcos média na Carolina do Norte abusa de quatro mil animais e produz cerca de 10 bilhões de galões de fezes e urina todos os anos. Isso é suficiente para preencher 15 mil piscinas de tamanho olímpico. A criação de porcos é tão popular no Estado que o número desses animais quase alcança a quantidade de pessoas na região.

Os dejetos são armazenados em grandes lagoas ao ar livre que são um poço de bactérias. Os fazendeiros ocasionalmente aplicam a mistura fecal a “campos de pulverização” com pistolas de alta pressão para evitar que as lagoas transbordem.

Um processo movido por cerca de 500 vizinhos de grandes fazendas de porcos da área alega que o spray, levado pelo vento, cobre o exterior de suas residências, impregna roupas com um odor intenso, atrai inúmeras moscas e provoca fortes dores de cabeça, conforme noticiado pela Mercy for Animals.

Agora os legisladores estaduais propuseram um projeto de lei para limitar as penas que um júri ou um juiz pode estabelecer aos exploradores. O representante Jimmy Dixon, ex-proprietário de fazendas de porcos e perus, argumenta que o mau odor dos porcos é raro.

“Ele atribuiu a culpa pelo último ataque jurídico contra os métodos de descarte indústria a advogados que procuram um grande dia de pagamento, acadêmicos, urbanistas e ativistas pelos direitos animais que ‘ouvem essas rodas chiando e querem nos colocar para fora do negócio”, diz uma reportagem do The Times-News.

Esta legislação perigosa prioriza os lucros da indústria de carne em detrimento da população da Carolina do Norte.

Além disso, as instalações são construídas perto de comunidades negras e de baixa renda. No verão passado, o Environmental Working Group divulgou uma série de mapas e dados revelando que o custo ambiental das 6.500 fazendas da Carolina do Norte afeta desproporcionalmente as comunidades vulneráveis. Incapazes de terem o luxo de se mudar, os moradores muitas vezes ficam sem opções.

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