• Home
  • Canil clandestino suspeito de operar cães sem anestesia é denunciado ao MP

Canil clandestino suspeito de operar cães sem anestesia é denunciado ao MP

3 comments

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Cirurgias em animais eram realizadas sem anestesia | Foto: Divulgação / Janete de Sá

O canil Villa Blue Point de Vila Velha, Espírito Santos, suspeito de operar ilegalmente e sem anestesia animais, está sendo denunciado pela CPI dos Maus-tratos aos Animais, da Assembleia Legislativa do Espírito Santo no Ministério Público. Enquanto uma das proprietárias é suspeita de comprar remédios e vacinas com os documentos de uma veterinária sem sua autorização, a outra é suspeita de realizar cirurgias sem ter formação em medicina veterinária.

Um dossiê entregue à Procuradoria Geral da Justiça, foi realizado após o depoimento das duas mulheres na CPI. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e a Comissão fizeram uma inspeção no local antes de convocá-las para depor. O titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e a ONG Sopaes também estiveram no local.

De acordo com a presidente da CPI dos Maus-Tratos, Janete de Sá, o Ministério Público aguarda o resultado da investigação para adotar as medidas cabíveis ao caso: “Diante do que a CPI conseguiu apurar, nós estamos repassando o resultado da investigação para que o Ministério Público possa adotar as medidas cível e criminal cabíveis contra as duas investigadas”, declarou.

O dossiê foi entregue ao subprocurador geral da Justiça, Eder Pontes. “O Ministério Público vai cumprir o seu papel de apurar as responsabilidades apontadas aqui neste trabalho tão qualificado. Esse tipo de prática é uma covardia. Nessa altura do campeonato, em pleno século XXI, gente fazendo mal aos animais e focando no enriquecimento ilícito, com práticas que buscam apenas o benefício próprio”, disse.

Investigação

Durante a inspeção do canil, foram encontrados 150 cães das raças Sptiz Alemão, Yorkishire e Maltês. Uma sala de cirurgia desativada, jaulas enferrujadas, uma fossa a céu aberto (para o recebimento de fezes e cadáveres de animais) e uma grande quantidade de medicamentos de uso humanos também foi encontrada no local.

A veterinária que teve seu documento utilizado por uma das acusadas, também depôs na CPI e afirmou que realizou algumas cirurgias no local por meio de uma troca de serviços. Segundo ela não tinha vínculo com o canil. Revelou ainda que foi pressionada a fazer cirurgias e que, caso não fizesse, quem faria seria a dona do canil. A veterinária disse que a mulher não tinha conhecimento para realizar as cirurgias. Além de “aprender” a operar animais observando um veterinário que atuava anteriormente, quando tinha dúvidas, consultava informações na internet. Os procedimentos realizados sem o uso e anestesia, como castrações, cesarianas e cirurgias mutilantes eram realizados pela proprietária que não tem formação veterinária.

Segundo a CPI dos Maus-tratos, o estabelecimento nunca foi registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária, na junta comercial, em órgãos ambientais e fazendários nem nas esferas municipal, estadual e federal. Também não havia um profissional médico veterinário responsável pelo local e pelos animais.

Sem anestesia

Vídeos e fotos mostraram as criminosas realizando cirurgias em animais que estavam visivelmente acordados e sofrendo. Ao invés de anestesia, as duas mulheres utilizavam uma substância chamada “Centra”, que faz com que o animal não reaja, mesmo sentindo dor durante e após a cirurgia, de acordo com a apuração da CPI.

Pedidos da CPI:

– Suspensão imediata das atividades do canil clandestino Villa Blue Point;

– Sequestro em caráter incidental de todos os cães que se encontram no local, não permitindo a venda, a procriação, doação e exposição deles até o fim do processo;

– Nomeação de perito para catalogar os cães que estão sob a posse da proprietária;

– Fiscalização mensal das atividades pelo CRMV e pela Sopaes;

– Determinação que qualquer procedimento necessário para garantir a saúde dos animais sob guarda da proprietária seja realizado por veterinário contratado por ela para esse fim;

– Que sejam adotadas medias cabíveis para ajuízamento de ações penais em desfavor de Nicole Presotti Corteletti e Letícia Medeiros de Oliveira;

– Perda da guarda dos animais caso as denunciadas sejam condenadas.

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta para Ana Gama Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. IMAGINA A DOR DOS POBRES ANIMAIS! GENTE MAIS FDP. PORQUE COLOCAM PESSOAS TOTALMENTE SEM NOÇÃO E SEM NENHUM TIPO DE SENTIMENTO PARA TRABALHAR NESSES LUGARES? OS ANIMAIS JÁ ESTÃO NUM SOFRIMENTO DANADO ENJAULADOS E DOENTES E AINDA TEM QUE CONVIVER COM QUEM PIORA AINDA MAIS A SUA TRISTE CONDIÇÃO? O QUE É ISSO? DEUS QUE NOS PERDOE.

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>