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Ativistas resgatam filhotes de tigres mantidos em caixa durante uma semana

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: The Associated Press

Três filhotes de tigre siberiano destinados a um zoológico, localizado na Síria destruída pela guerra, foram resgatados por um grupo de direitos animais libanês depois de ficarem presos por quase uma semana em uma caixa repleta de larvas no aeroporto de Beirute.

Os tigres, que estavam sendo transportados da Ucrânia, chegaram ao aeroporto no dia 7 de março, dentro de uma grade ventilada de 0,3 metros cúbicos (10,6 pés cúbicos), na qual não podiam ficar de pé nem se movimentar e foram forçados a urinar e defecar uns nos outros, de acordo com o Animals Lebanon.

Os ativistas já haviam sido alertado sobre o envio dos animais para o zoológico Samer al-Husainawi, em Damasco, antes de desembarcar em Beirute. Eles pressionaram um juiz libanês a deixar os tigres sob seus cuidados, de acordo com a ABC.

Segundo o grupo, o juiz respondeu com uma ordem exigindo que os tigres fossem libertados, mencionando preocupações com a saúde e bem-estar dos animais.

“Quando finalmente conseguimos tirá-los da caixa, existiam dezenas e dezenas de larvas rastejando ao redor. Havia gafanhotos nas coxas traseiras dos animais e em torno de seus ânus”, disse Mier.

Os tigres também sofreram de desidratação e foram enviados nessas terríveis condições por um zoológico em Mykolaev, na Ucrânia. Volodymyr Topchiy, diretor do local, declarou que o acordo para enviá-los para o exterior era totalmente legalizado.

Mier revelou que a caixa chegou sem marcas e sem documentos e que não atendia os regulamentos da IATA nem da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, apesar de os tigres de quatro meses pertencerem a essa categoria.

Este não é o primeiro acordo entre o zoológico em Mykolaev e seu homólogo sírio. Inacreditavelmente, Topchiy declarou que considera enviar mais tigres para o local.

O Líbano promulgou uma lei de proteção e bem-estar animal em 2015, concedendo direitos legais aos animais e permitindo a regulamentação e monitoramento de todas as indústrias e estabelecimentos que exploram ou comercializam animais para evitar ambientes abusivos.

O país também é signatário de várias convenções internacionais relativas ao bem-estar animal, como a CITES, a principal legislação contra o tráfico de animais selvagens.

Em agosto de 2015, a morte de um filhote de leão devido a uma grave desnutrição fez com que o Ministério da Agricultura reprimisse a venda e a guarda de grandes felinos.

Obviamente, enquanto a exploração de animais em zoológicos continuar, essas situações ainda ocorrerão. Os abusos ocorrem a partir do momento em que os humanos expõem animais como mercadorias visando apenas ao lucro.

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