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Ativistas se recusam a desistir de um pequeno pombo com pescoço quebrado

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Por Andressa Aricieri | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

WildCare/Melanie Piazza

Poucos animais são tão demonizados e indesejados como os incontáveis pombos que encontramos nos centros urbanos e nos subúrbios das cidades. Apesar de serem considerados “pragas”, felizmente há pessoas que acreditam que cada um desses humildes animais têm direito à vida, são preciosos e precisam ser protegidos.

Um bebê pombo é um desses animais, que teve a sorte de sobreviver após uma dessas pessoas cruzar seu caminho. Ele foi encontrado ferido em uma calçada na cidade de Oakland, na Califórnia (EUA), por um pedestre. O filhote estava com o pescoço completamente torcido e nem parecia estar vivo, até que seu choro foi ouvido bem baixinho.

WildCare/Melanie Piazza

Em vez de ignorar a situação do pombo, o bom samaritano rapidamente o recolheu e foi em busca de socorro na sede da WildCare, uma instituição especializada em tratar animais selvagens feridos.

“Nós somos um dos únicos hospitais que atendem animais selvagens que possui uma área que trata, entre outros animais, pombos”, afirma Melanie Piazza, uma das diretoras da WildCare ao The Dodo. “Muitos matam esses animais e os consideram “pregas”, mas isso não acontece aqui, nós os recebemos e os tratamos”, diz.

WildCare/Melanie Piazza

Após passar por um raio-X, ficou constatado que o pequeno pombo estava com o pescoço quebrado, talvez por tentado alçar voo pela primeira vez ou por ter sido vítima de maus-tratos.

“Nós não tínhamos certeza sobre o futuro do pobre pombo, era uma chance muito pequena. Qualquer um com um pescoço quebrado viverá com problemas. Mas como ela ainda possuía mobilidade nas pernas e asas achamos que ela tinha uma chance”, conta Piazza.

WildCare/Melanie Piazza

Devido a delicadeza da situação, o tratamento precisaria de um pouco de improviso. Os funcionários da instituições criaram especialmente para o bebê pombo um colar leve, mas resistente que possibilitasse liberdade de movimento enquanto a região afetada pudesse se curar. “Nós colocamos o colar e para mantê-lo no lugar e manter a cabeça dele erguida, utilizamos suspensórios”, lembra Piazza.

WildCare/Melanie Piazza

Os funcionários da WildCare estimaram que a recuperação do filhote demoraria até mesmo meses, mas o pombo surpreendeu seus salvadores e após quatro dias já apresentava progressos visíveis. Nos dias seguintes o quadro da ave melhorava espantosamente a olhos vistos e no décimo dia de reabilitação ela já pode tirar seu colar de imobilização e se juntar a outros pombos, para se alimentar sozinho e interagir com outros de sua espécie.

Já faz duas semanas que o pequeno pombo foi encontrado à beira da morte e sua recuperação já é praticamente completa. Ele não utiliza colares nem qualquer medicação. Ele passará os próximo dois meses do aviário da WildCare aprendendo a voar com outras aves e logo será solta, para viver sua vida em liberdade.

WildCare/Melanie Piazza

Quando questionada sobre o esforço e tempo despendido para cuidar do pombo, uma espécie ignorada e maltratada por alguma pessoas, Piazza se limitou a dizer: “É a coisa certa a fazer. Se há uma vida sofrendo e podemos ajudá-la, é o que devemos fazer para tornar o mundo melhor”.

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