• Home
  • Empresas que fazem pesquisas sísmicas devem estudar impactos sobre animais, segundo especialistas

Empresas que fazem pesquisas sísmicas devem estudar impactos sobre animais, segundo especialistas

0 comments

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Reprodução/Stuff

As empresas que conduzem pesquisas sísmicas nas águas da Nova Zelândia devem ser obrigadas a financiar investigações sobre os encalhes de baleias e a mortes de mamíferos marinhos, segundo especialistas.

Anton Van Helden , defensor de animais marinhos da Forest and Bird, acredita que um fundo dedicado ao tema deve ser reservado para que medidas possam ser adotadas quando for necessário.

“Não há dúvidas de que pesquisas sísmicas prejudicaram a vida marinha e se a atividade da indústria é suspeita de afetar as baleias e outros animais marinhos, então a indústria deveria financiar as investigações. Não temos regulamentação suficiente sobre os potenciais danos para a vida marinha na Nova Zelândia. Não há investigações suficientes dedicadas aos mamíferos marinhos”, disse ele.

A professora Elizabeth Slooten, da Otago University, declarou que o recente encalhe e morte de uma baleia em Nelson foi uma oportunidade perdida, segundo noticiado pelo portal Stuff.

Segundo ela, ter um plano melhor e um especialista teria tornado mais fácil a realização de um exame e a Nova Zelândia deveria aprender com essas ocorrências.

“A Nova Zelândia possui uma população única de mamíferos marinhos e a pesquisa continua sem muita reflexão. Uma pesquisa sísmica foi negada recentemente na Califórnia devido a danos potenciais às marsopas, que são animais muito prolíficos em todo o mundo. As baleias e os golfinhos são animais sensíveis ao som, então o sopro sísmico terá efeitos negativos, o som para eles é como a luz para os seres humanos”, explicou.

Foto: Braden Fastier/FAIRFAX NZ

Dave Lindquist, conselheiro técnico de espécies marinhas e ameaças do Departamento de Proteção, disse que não havia nenhuma obrigação legal ou regulamentar para as empresas de pesquisas sísmicas de arcar com as despesas de examinar um mamífero marinho morto.

“Em última análise, a decisão de buscar uma necropsia recai sobre o DOC. Se uma empresa de pesquisa opta por cobrir os custos ou não, isso não afeta esta decisão”, ressaltou.

Já o patologista da Massey University Stuart Hunter informou que tem sido ocasionalmente enviado para situações de encalhe ou de descoberta de baleias por empresas de petróleo que operam no país e que havia definitivamente uma necessidade de mais investigação.

“Um grande problema com os maiores mamíferos marinhos é a rápida taxa de decomposição. Eles possuem uma camada de gordura que literalmente os cozinha, fazendo-os se decompor tão rapidamente que a resposta tem que ser muito rápida. Fui a Wairarapa recentemente para examinar um cachalote, mas ele estava muito decomposto. O custo foi coberto pela Chevron”, revelou.

A empresa contratada pela Chevron, a Schlumberger New Zealand, disse estar comprometida em financiar exames de qualquer baleia encalhada na proximidade de operações ativas.

“Estas medidas cumprem e excedem os requisitos do DOC para minimizar a perturbação acústica de mamíferos marinhos a partir de operações de levantamento sísmico”, concluiu Hunter.

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>