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Startup norte-americana produz hambúrgueres com “carne falsa” livre de exploração animal

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Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

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A startup Impossible Foods (Comidas Impossíveis, em tradução literal) assumiu como nova missão: produzir quatro milhões de hambúrgueres sem carne. A companhia está lançando sua primeira unidade de produção em larga escala em Oakland, Estados Unidos, até o final deste ano.

A proposta é fazer “hambúrgueres falsos” que tenham gosto de carne, cheiro de carne, aparência de carne até sangrem como carne, mas não serão carne. Até o momento a única característica que enganaria um amante de carne seria a textura, mas a empresa já está trabalhando para resolver isso.

Pat Brown, fundador da empresa, acredita que esse lançamento seja o “nascimento de uma indústria nova”. Afinal, as pessoas que não conseguem mudar sua alimentação para algo livre de exploração animal, poderão finalmente sentir o sabor que estão acostumados, sem que nenhum animal precise ser torturado e morto pela indústria alimentícia.

Com essa ideia fantástica, a Impossible Foods se tornou sinônimo de inovação. Grandes nomes do setor privado como Bill Gates, Khosla Ventures e Google Ventures investiram nela, somando a quantia de US$ 182 milhões em investimentos desde sua criação. A “carne falsa” já está sendo vendida em oito restaurantes norte-americanos muito bem conceituados, como por exemplo o famoso Momofuku Nishi, em Nova York.

Com a criação da nova fábrica, a startup poderá aumentar sua produção em 250 vezes mais, possibilitando que mais de mil restaurantes comprem a carne da empresa. Além disso, a empresa já divulgou ter interesse em criar um espécie de “açougue” somente com carnes que não sejas carnes. Eles querem suprir a demanda de todas as pessoas que desejam mudar sua alimentação e parar de consumir carne de animais.

A “carne falsa” nada mais é uma alternativa vegana, à base de trigo, proteína de batata, óleo de coco e alguns aditivos de “heme”, uma molécula encontrada na carne e em algumas plantas, que segundo a empresa é seu “ingrediente secreto” que faz com que o produto se pareça com a carne. A receita só foi criada a partir de diversas pesquisas feitas por Brown, um químico que era professor na Universidade de Stanford, na Califórnia, até 2009.

Além de ser livre de exploração animal, o processo de fabricação do produto é muito mais sustentável do que a carne bovina. A criação de bois para abate ocupa um terço de todas as terras ocupadas, sendo responsável por 15% de todos os gases responsáveis pelo aquecimento global. Isto significa que a produção da “carne falsa” faz com que eliminemos a questão moral de comer animais e diminuamos o efeito estufa. Ou seja, o mundo só tem a ganhar.

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