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Tutora faz homenagem comovente ao porco que resgatou

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Ksenija Kutlačić

Quando Odi morreu, ele deixou um enorme buraco no coração de Ksenija Kutlačić. Para lidar com o sofrimento que sentiu depois de perder o porco que amava, Kutlačić decidiu escrever uma homenagem a ele.

“Que você encontre o solo mais suave, Odi. Foi uma honra e uma alegria conhecê-lo, descanse em paz, meu amigo”, escreveu Kutlačić em um post tocante no Facebook.

Foto: Ksenija Kutlačić

Odi entrou na vida de Kutlačić em agosto de 2014, enquanto Kutlačić, seu marido e seus dois jovens filhos viviam fora da Ljubljana, na Eslovênia. Eles tinham começado uma espécie de fazenda, cultivando seus próprios vegetais e cuidavam de gatos e galinhas. Assim, decidiram acolher um porco.

Um amigo da família contou-lhes sobre um fazendeiro que vendia pequenos leitões por sua carne ou “odojke” em esloveno. Enquanto Kutlačić e sua família não tinha nenhum interesse em comer um porco, eles decidiram ir ao local para observar, segundo informações do The Dodo.

“Nós não escolhemos o porco. Ele veio e começou a lamber minha mão. Abraçamos Odi e o levamos para o carro”, conta Kutlačić.

Foto: Ksenija Kutlačić

Odi rapidamente se acomodou em sua nova casa com Kutlačić e sua família. “Em menos de 24 horas, antes mesmo de perceber o que estava acontecendo, ele construiu seu caminho não apenas para meu colo, mas para meu coração. Ele o preencheu de amor, no processo, também ocupou todo o espaço no sofá”, ela escreveu no Facebook.

“Ele aprendeu a brincar com um galho e trocá-lo por panquecas. Panquecas claramente são a melhor coisa do mundo! Não demorou muito até cedermos aos seus desejos e construirmos para ele um pequeno pasto cercado ao ar livre. A partir desse momento, ele cavava em todas as estações, seja com o tempo ensolarado ou chuvoso”, continuou.

Foto: Ksenija Kutlačić

Odi não se relacionava apenas com as pessoas, como também crescia perto dos gatos e galinhas da família. Até este ponto, a família de Kutlačić tinha começado seu próprio santuário de animais chamado Koki.

“Ele era um amigo para todos nós. Amava muito a galinha Frida e ela o amava de volta”, relatou Kutlačić.
Depois de cerca de um ano, Odi ficou doente com uma condição que retirou o movimento de suas pernas.

“Odi quase instantaneamente tornou-se paraplégico, perdendo a sensação em suas pernas traseiras”, escreveu Kutlačić na rede social. Para ajudá-lo, a família o levou para dentro de casa.

Foto: Ksenija Kutlačić

“Quando a neve caiu, levamos o inverno para ele. Levamos bolas de neve para dentro e, aparentemente, ele pensou que eram panquecas – tentou comer um bom número delas. Quem precisa de pernas quando, em sua mente, você é capaz de voar? Na primavera, cavamos algumas raízes, plantamos algumas plantas e, mais uma vez, o ar livre chegou até ele.O sol de verão acariciou seu corpo através da janela”, acrescentou Kutlačić em seu tributo.

Odi teve mais dois anos felizes com Kutlačić e sua família, mas, recentemente, esse porco especial faleceu.
“Sabíamos que esse momento chegaria. Eu estava calma em meu coração porque ele morreu da maneira que eu espero morrer quando minha hora chegar”, destacou Kutlačić.

Foto: Ksenija Kutlačić

Ninguém será capaz de substituir Odi, mas Kutlačić encontrou um enorme conforto ao escrever sobre ele.

“Dizem que ninguém deixa este mundo sem antes cumprir a missão para a qual foi enviado aqui. Nos três anos em que tive o prazer de conhecê-lo, ele me mostrou as profundezas de sua alma – um privilégio que ouso dizer que nunca mais terei o prazer de experimentar novamente. Com qualquer animal ou humano”, finalizou a tutora.

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