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Especialista orienta tutores de cães com personalidade forte

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Minotauro, da raça pit bull, e é considerado pelos criadores um cão sociável (Foto: Arquivo Pessoal)

Muitas pessoas temem em se aproximar de um cão desconhecido; seja na rua ou de um animal doméstico de um vizinho ou amigo. Mas se os cães são considerados os melhores amigos do homem, por que eles mordem? Muitas pessoas pensam que eles mordem porque querem, outros pensam que animais de grande porte são perigosos, e há também a raças de temperamento forte.

Mas, muitos não sabem que, assim como os seres humanos, os cães também têm uma linguagem para se comunicar. E se atacam, não significa que são maus, mas esta é uma forma de dizer que estão com medo ou descontentes com alguma situação. E sendo sociáveis ou não, precisam ser criados com cuidado para evitar a agressividade.

Raul Felipe Dornas fala do temperamento dos cães (Foto: Arquivo Pessoal)

Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Montes Claros registrou duas ocorrências envolvendo ataques de cães considerados dóceis por quem cuida.

Nos dois casos, o professor universitário e médico veterinário, Raul Felipe Dornas, alerta para a mudança de comportamento dos cães. Segundo ele, se antes o cão permitia o banho em casa, o uso da coleira, a limpeza da casinha e, de repente, começou a ficar arredio ou estressar com as intervenções humanas, é hora de procurar ajuda de um profissional.

“É preciso esclarecer que um dos fatores que torna o cão agressivo é a maneira como ele é criado. Cães que historicamente são considerados agressivos, dependendo da forma de criação, muitas vezes assumem comportamento dócil. E cães, normalmente tidos como dóceis, podem se tornar agressivos. Existem situações que despertam o ataque e a defesa do cão; o tutor deve conhecer o seu animal”, explica.

Em um dos casos registrados pelos bombeiros, o cão atacou quando a tutora pegava panos de pratos que caíram do varal. Familiares contaram para os bombeiros que o cão é considerado doméstico para a família. Eles estão juntos há um ano e meio. De acordo com o médico veterinário, é necessário avaliar se o cão fez algum tipo de associação para o ataque.

Na segunda ocorrência registrada, uma mulher andava com as duas filhas na rua quando foram atacadas. Neste caso, o professor explica que geralmente cães são mansos com quem lida com eles diariamente, e outros dados devem ser considerados, mas, em termos gerais, um desconhecido pode ser visto como um invasor de território.

Uma família se comprometeu a retirar os dois cães da rua no mesmo dia (Foto: Juliana Peixoto/G1)

Durante a ocorrência da captura dos dois cães abandonados que teriam atacado a mulher com as filhas, uma família que mora no local do incidente se apresentou aos bombeiros, dizendo que os cães são cuidados pelos moradores há mais de dois anos, e que não há relatos de agressividade. O cuidado é tanto que eles providenciaram vacinas e tambores que servem como camas. A família se prontificou a retirar os cães da rua, no mesmo dia.

Situações de ataque

1) Quando um cão é territorialista e por algum motivo o tutor ou alguém invade o ambiente dele;

2) Quando há manejo inadequado do animal, ou seja, quando as pessoas pegam os cães pelo rabo, gritam com eles, puxam eles pela orelha e os agridem fisicamente.

3) Quando pessoas se apropriam dos bens dos cães, como bolinhas, chinelos que eles brincam ou vasilhas de comida. Há ocorrências em que fêmeas protegem os seus filhotes e agridem quem chega perto deles, até mesmo os tutores.

4) No quarto caso, o animal apresenta alguma patologia e, sendo assim, os tutores têm de levar os animais para acompanhamento médico.

Depois de uma avaliação clínica, onde o veterinário descarta uma doença ou um transtorno clínico, o animal é encaminhado a um profissional de adestramento que vai corrigir eventuais falhas de manejo.

Moradores improvisaram duas casinhas para os cães de rua (Foto: Juliana Peixoto/G1l)

“As famílias que decidem cuidar de cães de raças de temperamento forte devem redobrar a atenção nas brincadeiras e na criação. Em raças como pit bull, fila e rottweiler devem-se evitar brincadeiras que estimulem a agressividade, para crescerem de forma tranquila”, disse o médico veterinário.

Fonte: G1

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