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Singapura desenvolve diretrizes para proteger animais marinhos de embarcações

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Chandran V R

As autoridades e organizações não governamentais de Singapura, no Sudeste Asiático, têm trabalhado em conjunto para desenvolver um conjunto de diretrizes para os velejadores minimizarem o impacto de suas atividades sobre a rica vida marinha encontrada nas águas da região.

Em uma declaração, o National Parks Board (NParks) relatou que está trabalhando com grupos de interesse no recém-formado Marine Turtle Working Group, que também inclui acadêmicos e entusiastas da natureza.

O processo ainda está numa fase inicial, já que o grupo foi formado no final de 2016. Porém, as recomendações podem incluir a manobra responsável de embarcações, como manter uma velocidade segura quando os velejadores veem animais marinhos como tartarugas e uma distância de cerca de 50 metros.

NParks apontou que fez uma parceria com a Singapore Boating Industry Association e marinas para educar os velejadores recreativos sobre como eles podem reduzir seu impacto. “Incentivamos os velejadores a reduzir sua velocidade perto das áreas litorais rasas já que os depósitos sedimentares podem prejudicar a vida marinha.”

Segundo o NParks, os velejadores são alertados para ficarem atentos em relação aos animais marinhos em dificuldade e informar as autoridades relevantes. Mas Stephen Beng, que preside o Marine Conservation Group da Nature Society de Cingapura, disse que nem todas as marinas são proativas em educar seus membros sobre a conservação dos animais.

“Temos uma grande comunidade de barcos e todos têm que praticar um comportamento responsável em termos de velocidade, diminuindo quando veem animais”, disse ele.

Acidentes envolvendo a vida marinha ainda ocorrem

Algumas vezes, entusiastas da natureza se deparam com situações que destacam os riscos que navios e barcos provocam na vida marinha que habita as águas locais. Em janeiro, uma tartaruga morreu na praia de Changi com um corte profundo em seu casco. Acredita-se que ele foi causado por uma hélice de um navio ou de barco.

Beng disse que tais incidentes são incomuns. Porém, destacou que os vazamentos de petróleo – como o que ocorreu recentemente como resultado de uma colisão de embarcações fora de Pasir Gudang – também são uma preocupação.

“As tartarugas jovens vão para pontos de convergência e é neles que o petróleo se junta e quando vai até a costa, devasta as áreas de nidificação. Quando cobre os corais, a fonte da vida marinha, também afeta o que animais marinhos como as tartarugas ingerem”, destacou.

Ele revelou que as autoridades responderam rapidamente ao vazamento. Mas o incidente também ofereceu uma oportunidade para ver quais lições podem ser aprendidas com o que aconteceu, segundo o Channel News Asia.

“Pode ocorrer um processo de múltiplas partes interessadas em avaliar os danos imediatos e, em longo prazo, a habitats marinhos sensíveis, como recifes de corais e manguezais, o que permite que nossas comunidades científicas e civis vejam com precisão os estressores do ambiente marinho”, contou.

Para ele, também que deve haver uma conscientização maior entre companhias marítimas a respeito do impacto ambiental de seus negócios. “As companhias marítimas podem ter políticas e exigirem que os mestres de embarcações naveguem cautelosamente quando há animais marinhos, como golfinhos ou tartarugas”, finalizou.

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