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Em dois anos, PMA registra sete jacarés mortos por caçadores em MS

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Reprodução/Cultura Mix

Nos últimos dois anos, a Polícia Militar Ambiental autuou, em Mato Grosso do Sul, pelo menos 11 pessoas por caça de jacaré ou armazenamento da carne da espécie, recolheu sete animais mortos e 80 quilos de carne, mas não havia registrado nenhum caso como o da última quarta-feira (25), quando um homem foi preso com cinco jacarés vivos dentro do carro.

O tenente-coronel Ednilson Queiroz contou que nunca tinha visto um caso como esse. “Em vinte anos de profissão, eu não lembro de nenhum caso de apreensão de jacarés vivos sendo transportados”, disse.

Ele explicou que o crime de caça de jacarés está sempre vinculado à pesca. Em muitos casos, os pescadores matam o animal para comer a cauda e largam o corpo no local. Às vezes, eles consomem a carne na beira do rio; em outras, fazem o transporte do alimento.

“Sempre são casos em que eles caçam para comer. Temos vários casos de jacarés mortos, mas vivos, eu nunca tinha visto antes”, disse o tenente-coronel.

A pena para a caça é de seis meses a um ano de prisão. O levantamento do total de autuações e apreensões foi feito pela reportagem com base nas informações fornecidas pela PMA.

O caso
Um homem de 41 anos foi preso na noite de quarta-feira (25) com cinco jacarés vivos dentro do carro, na MS-295, em Eldorado, a 435 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. Ele confessou a captura dos animais.

Ele dirigia uma picape de placas de Sarandi (PR) e desobedeceu ordem de parada do Departamento de Operações da Fronteira (DOF), que fazia barreira na rodovia.

O veículo foi abordado após um quilômetro de perseguição. Policiais encontraram dois pedaços de carne de jacaré em uma caixa térmica na carroceria e, atrás do banco do condutor, uma sacola de nylon com os animais vivos.

Conforme a polícia, o motorista confessou que capturou os jacarés em uma lagoa em um assentamento de Ponta Porã, a 326 quilômetros da capital sul-mato-grossense, tendo assassinado dois. Ele falou ainda que levaria os animais para casa, com a intenção de criá-los.

O homem assinou termo se comprometendo a comparecer à Justiça quando chamado e foi liberado. A PMA afirmou que os animais vivos foram encaminhados a uma fazenda de Naviraí. Os jacarés ficam à disposição dos técnicos do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), de Campo Grande, que decidem sobre soltura ou remoção.

Fonte: G1

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