• Home
  • Veganismo cresce em Alagoas

Veganismo cresce em Alagoas

0 comments

Lais Oliveira em seu momento vegano e também no treinamento intenso (Foto: Arquivo Pessoal)

O veganismo é uma prática que vem crescendo em todo o mundo. Em Alagoas, especificamente, tem crescido – e muito – o número de adeptos. Mas você sabe do que se trata? O veganismo luta contra qualquer tipo de exploração animal, seja na alimentação, vestuário, produtos ou qualquer outra finalidade.

No entanto, na região nordeste, devido ao clima e cultura, grande parte da exploração animal se dá através da alimentação. E é exatamente isso que os veganos em Alagoas lutam para evitar.

Estudante de nutrição, Laís Oliveira conta que conheceu a prática na faculdade e segue a risca. “Descobri na faculdade e logo me apaixonei. Porém, tinha medo e fui um pouco resistente para me aventurar nesse estilo de vida. Um dia acordei e disse: a partir de hoje, serei assim, vegetariana! O veganismo veio depois”, disse e explicou como foi o passo a passo da mudança.

“Primeiro eu retirei as carnes da dieta, vermelhas e brancas. Fiquei comendo apenas ovo, leite e derivados. Fui aos poucos para me adaptar e ser algo duradouro. Depois tirei os queijos e o leite e por fim o ovo”, comentou.

Laís é praticante de atividade física, o que acaba conscientizando ainda mais no momento de manter os bons hábitos alimentares. “Eu sempre fui muito dedicada quanto a isso, treino e dieta. Já sou assídua na atividade física há uns 8 anos. Dieta já deve ter uns 5. Acho que uma coisa puxa a outra. O treino no extreme é tipo um funcional de alta intensidade com alguns movimentos do Crossfit. E não dou moleza por ser vegana não”, disse.

Questionada se sofre para se manter longe da proteína animal, Laís é taxativa. “De jeito nenhum! É um posicionamento ético em respeito ao animais que vem dentro do coração, eu só consigo sentir satisfação”, disse a jovem que ainda afirma que o fato de não se alimentar de carne não lhe tira a disposição.

“Não mudou em nada no meu rendimento. Sinto que meu corpo está mais bonito e minha pele melhor. A digestão é muito rápida e não tenho mais problemas gastrointestinais como gases, diarreias e náuseas. É raro”, explicou.

Também estudante de nutrição, Larissa Figueiredo segue o veganismo há dois anos e conta que entrar nesse mundo aconteceu de forma natural. “Eu aderi em junho/julho de 2014. Comecei a assistir alguns documentários e matérias na internet da indústria da carne e exploração animal, comecei a enxergar de outra forma. Deixei primeiro a carne e depois os outros alimentos de origem animal. Também procurei uma nutricionista para adequar a minha dieta e faço frequentemente os exames de sangue pra conferir se esta tudo ok”, comentou.

O típíco prato de salada, a moqueca de banana e o leite de amêndoas de Larissa Figueiredo (Foto: Arquivo Pessoal)

A estudante afirma que apesar de já ter um estilo adotado, continua buscando informações sobre o meio e revela que já fez campanha para amigos escolherem esse estilo de vida, mas que procura respeitar o espaço de cada um. “Logo quando comecei a ler sobre o vegetarianismo e o que realmente acontece na indústria da carne, a forma que os animais são explorados, eu ficava bastante revoltada e acabava falando muito com os meus amigos sobre isso. Você acaba querendo conscientizar todo mundo que o que acontece é errado, mas depois de um tempo você percebe que cada um tem sua escolha e seu tempo e claro que devem ser respeitados também. Hoje em dia se alguém me diz que gostaria de virar vegetariano, pede ajuda ou alguma explicação sobre o tema eu ajudo e apoio com o maior prazer. Mas não fico convencendo quem não tem interesse pelo assunto”, finalizou.

Os veganos começam a manter esse estilo dentro de casa, mas a cada dia que passa, eles encontram mais opções nas ruas. Foi-se o tempo em que só se encontrava comida rápida, prática e gordurosa nas ruas.

Hew Barreto produz e comercializa vários tipos de refeições para vegetarianos e veganos. “Trabalho há dez anos nesse ramo, sendo seis deles com comida vegana. Eu não tenho local fixo (restaurante), trabalho apenas por encomendas e todo o cardápio é vegano sim, sem nenhum derivado ou produto de origem animal”, comentou.

O empreendedor aponta ainda que este é um setor que tem crescido de forma considerável. “É uma constante sim, tendo em vista diversos motivos, mas o principal ainda é a ética alimentar em relação a consumo de produtos de origem animal”, concluiu.

Fonte: Cada Minuto

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>