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"Soring": Departamento de Agricultura dos EUA proíbe a prática de tortura em cavalos

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Por Rafaela Pietra | Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Machucar os pés dos cavalos e, em seguida, os forçar a andar em pilhas de quatro polegadas com correntes batendo contra as suas feridas cria o andar exagerado valorizado por juízes em competições de cavalo | Foto: HSUS

O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou na última sexta-feira (13) uma atualização dos regulamentos Horse Protection Act, que proíbe o uso de pilhas medievais, correntes e outros dispositivos cruéis afim de reprimir a bárbara prática conhecida como “soring”, que consiste em causar dor intencional nas pernas e nos cascos de cavalos explorados em competições consideradas “vitrines” para seu desempenho no Estado do Tennessee.

Segundo a Humane Society, o anúncio foi feito após a divulgação de uma série de investigações secretas realizadas pela organização. Uma campanha nacional chegou a atrair o apoio de mais de 300 membros da Câmara dos EUA e do Senado, além de uma enorme coalizão de grupos de defesa animal, organizações de proteção aos cavalos, organizações veterinárias e até mesmo celebridades, afim de pressionar o departamento para a aprovação do fim da prática.

A nova regra elimina também um programa de inspeção corrupto que encarregou os abusadores e torturadores de animais de se fazer cumprir a lei que os protege. Para isso, o APHIS (Serviço de Inspeção Animal e Fitossanitária) irá licenciar, treinar e supervisionar inspetores independentes, conhecidos como Inspetores de Proteção de Cavalos (HPIs), e estabelecer os requisitos de elegibilidade de licenciamento para reduzir conflitos de interesse.

Sendo assim, a partir de 1º de janeiro de 2018, as disposições regulatórias anteriores, aplicáveis ​​à Organização e Associações de Indústria de Cavalos, são removidas e deixam de ser eficazes.

A tortura do “soring” e a exploração de cavalos em competições para entretenimento

A prática do “soring” é utilizada há mais de 40 anos na comunidade “Walking Horse” e é utilizada para forçar os cavalos a caminhar de forma artificial, com um movimento ritmado e rápido como uma corrida através de uma arena, com as duas patas dianteiras sendo erguidas para o alto. As apresentações são realizadas em um evento chamado “Tennessee Walking Horse Celebration”, que é realizado há mais de 70 anos em Shelbyville, onde os animais são avaliados pela destreza em praticar uma marcha conhecida popularmente como “Big Lick”.

Para garantir seu sucesso, treinadores lançam mão de vários métodos de “soring”, todos utilizados para forçar o cavalo a manter as pernas erguidas afim de evitar a dor provocada por correntes, sapatos de meta, cortes, pregos, produtos químicos e outros objetos presos a suas patas e cascos durante sessões de treinamentos. Estes atos cruéis são realizados para incutir ao animal um andar suave, avaliado por juízes em competições que encorajam tal tortura.

A regulamentação de novas regras tenta evitar a prática de “soring”, mas não trata o problema real, pois a exploração de animais em eventos e competições que visam o entretenimento humano continuará a prevalecer. Cavalos, bois e touros passam pelas mais variadas formas de sofrimento para que executem as performances exigidas e são aprisionados, espancados, forçados a atividades anti-naturais e, quando debilitados, são enviados à morte.

A única forma efetiva de evitar que animais sejam vítimas de tais crueldades é proibir esses eventos e lutar pela sua liberdade e segurança. Enquanto competições que envolvam animais continuarem a existir, a exploração não terá fim.

Veja o vídeo produzido pela Humane Society e confira o sofrimento a que cavalos são submetidos para satisfazer a ganância de seus treinadores:

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