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Centenas de bisões explorados em parque podem ser assassinados para suposto controle de doença

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Buffalo Field Campaign
Foto: Buffalo Field Campaign

Quarenta e quatro bisões foram capturados por uma armadilha no Yellowstone National Park’s (EUA). Todos eles nasceram e são explorados por um dos parques nacionais mais famosos do país, que alega os considerar um tesouro nacional.

No entanto, esses animais, e centenas de outros que serão pegos nos próximos meses, serão mortos.

Há pouco mais de um século, em 1902, havia cerca de duas dúzias de bisões no parque. A caça havia devastado suas populações. Assim, durante o século seguinte, Yellowstone pensou em trazer mais animais sob o argumento de proteger a espécie que estava à beira da extinção.

Porém, os fazendeiros que criavam animais em Montana disseram que os bisões incomodavam porque frequentemente pastavam fora dos limites do parque.

Os fazendeiros alegaram que temiam um surto de brucelose, uma doença que provoca abortos espontâneos em vacas, que poderia ser transmitida por bisões de Yellowstone. Se um surto ocorresse, eles perderiam dinheiro.

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Membros da Buffalo Field Campaign (BFC) (BFC) afirmam que esta doença nunca se espalhou dos búfalos selvagens para vacas. De qualquer forma, todas as vacas na região são obrigadas a ser vacinados contra a doença. Ainda assim, a matança dos bisões continua.

Isso ocorreu porque o estado processou o National Park Service (NPS) em 1995. Eles chegaram a um acordo em que oito agências diferentes criaram o Plano Interagency Bison Management, que visa manter a população bisões do parque com não mais do que três mil indivíduos. Por isso, os animais são mortos por tribos nativas ou por caçadores apesar da resistência do parque.

A maior matança até agora ocorreu no inverno de 2007 a 2008, quando 1600 bisões foram mortos.

“É realmente complexo e se houvesse uma solução simples, nós teríamos fixado já “, afirmou Marty Zaluski, veterinário estadual do Montana Department of Livestock.

Zaluski declarou que a BFC está certa de que os bisões não transmitiram doenças às vacas, mas isso ocorreu porque as pessoas têm impedido que isso aconteça por meio de intervenções como a vacina contra a brucelose.

Ele alegou ainda que a população de bisões de Yellowstone, que cresce aproximadamente 13% a cada ano, precisa ser controlada de modo que eles não sejam enviados para a morte.

Hoje há 5500 bisões no Yellowstone National Park. Isso significa que as vidas de 2500 deles podem ser exterminadas.

Foto: Shutterstock
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Ativistas dizem que a intervenção na população de bisões é alimentada por fazendeiros com influência política. “O lobby de Montana continua a fazer jogos políticos mortais com esta espécie. Na verdade, a invasiva exploração de vacas deixou um rastro de morte, poluição e destruição nas terras do oeste”, disse Stephany Seay, da BFC, em um comunicado.

O parque está tentando encontrar outras reservas de terra para os animais. Porém, atualmente isso é contrário às leis estaduais e federais para mover bisões expostos à brucelose em qualquer lugar, exceto para processamento de carne e instalações de pesquisa.

Yellowstone propôs um programa de quarentena para bisões, em colaboração com as tribos Assiniboine e Sioux na Fort Peck Reservation em Montana. “Da quarentena, os animais que repetidamente testarem negativo para brucelose poderiam ser enviados vivos para outras terras públicas, privadas ou tribais”, disse o parque.

Mas o Estado de Montana e o Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS) se opuseram a esta proposta. Zaluski disse que isso aconteceu porque o departamento se opôs ao local proposto para transferir os animais. Dessa forma, as mortes de bisões continuam neste ano.

“Numa direção está a armadilha, na outra a arma e esses ataques duram meses sem parar”, disse Seay ao The Dodo.

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