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Gata doente que vivia em um abrigo encontra a pessoa perfeita para curá-la

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Becca Gordon
Foto: Becca Gordon

Em algum momento entre meia-noite e 5h, Becca Gordon foi despertada por uma respiração sombria perto de sua orelha. “Foi como ser acordada por Darth Vader. Foi uma luta incrivelmente dura e difícil”, disse.

Ninguém tinha um resfriado como a gata Mildred. Era uma infecção respiratória superior, uma doença comum entre gatos que vivem em abrigos.

“Ela tem um resfriado, basicamente”, afirmou Gordon. Mas para Mildred, de quem Gordon estava cuidando, a única coisa que a fazia se sentir melhor era um banheiro repleto de vapor.

Gordon se levantava, começava o banho e sentava-se encostada à porta do banheiro, observando Mildred aproveitar o vapor. Ela tinha toda a sua atenção.

“Eu apenas sentava lá, a acariciava e a pegava. Ela despertou para a vida. Suponho que ser capaz de respirar ajudou”, explicou.
Eram necessários entre cinco a 10 minutos para Mildred melhorar. Ela sempre deixou bem claro quando estava pronta para voltar para a cama.

“Normalmente, o que acontecia é que ela dava um enorme espirro. Um espirro realmente grande e forte, e eu ficava tipo, ‘Ok, claramente as coisas estão melhorando’. Eu a levava de volta para o meu quarto e ela espirrava em todo o meu quarto”, lembrou Gordon.

Foto: Becca Gordon
Foto: Becca Gordon

Gordon nunca tinha pensado em se tornar uma tutora adotiva. Como gerente de mídias sociais da Etobicoke Humane Society em Toronto, no Canadá, ela passa algumas horas conhecendo os animais de lá diariamente.

Duas semanas atrás, ela conheceu Mildred, uma gata de sete anos não muito maior do que um filhote.

Mildred foi entregue ao abrigo depois que seu tutor se mudou para uma casa de repouso. “Ela parecia decair rapidamente – até o ponto em que seu minúsculo corpo estava tremendo”, disse Gordon.

Disseram-lhe que Mildred precisava de uma casa temporária imediatamente e ela estava sentada no colo de Gordon. “Nunca tive a intenção de cuidar porque tenho um apartamento muito, muito pequeno e dois gatos. Acho que talvez a urgência e eu me senti tão mal por ela”, recordou Gordon, que terminou essa conversa com três palavras decisivas: “Vou fazer isso.”

Logo a pequena Mildred chegou a seu apartamento. Ela necessitava de mais do que alguém para mantê-la aquecida e suas passagens nasais desobstruídas. Durante os primeiros dias, ela precisava de alguém para alimentá-la, já que se recusou a comer ou beber.

Foto: Becca Gordon
Foto: Becca Gordon

Então Gordon molhou a comida e jogou-a na boca de Mildred com uma seringa. As sessões de banho, juntamente com antibióticos, limparam a infecção em cerca de uma semana.

Mas, ao longo do caminho, Gordon notou algo ainda mais infeccioso sobre a gata: uma personalidade previamente reprimida.
“Ela tem esse miau choroso e bonito que era como uma mistura entre um pequeno bebê gritando e uma senhora velha reclamando”, declarou Gordon.

Mas fora do abrigo, Mildred era uma gata renascida: “Definitivamente, no meu apartamento, ela tem personalidade. Ela é muito fofinha, tem que estar em cima de mim ou bem perto de mim”.

Talvez seja porque Mildred sentiu que poderia finalmente se agarrar a um ser humano novamente – alguém que estaria lá por ela. Mesmo que apenas para ajudá-la a assoar o nariz, informou o The Dodo.

Não demorou muito para ela encontrar a confiança que precisava para ser uma gata novamente. Na verdade, uma pessoa já se candidatou para adotar Mildred. Para levá-la para casa e amá-la e talvez, de vez em quando, ficar molhada pelos espirros.

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