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Como ajudar animais a lidar e superar o medo dos fogos de artifício

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Cruidados ajudam animais a superar o medo de fogos de artifício
Tutores precisam saber como ajudar animais a superar o medo de fogos de artifício | Foto: Divulgação / Internet

Animais sofrem com a queima de fogos de artifício, tradicional da virada do ano. Desesperados com o incômodo causado pelo barulho de foguetes, muitos animais fogem de casa e acabam se perdendo, correndo riscos, inclusive, de atropelamentos. Se esse animal estiver preso, pode ser pior: ele pode acabar se enforcando.

Como fazer, então, para proteger um animal?

A dica da especialista Adriane Pimenta, professora da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, é que os animais sejam treinados a médio-longo prazo para lidar com o barulho. Um trabalho que deve ser feito com antecedência.

“Os animais têm que ser treinados para associar o barulho com uma coisa boa, com uma recompensa. Mas isso demanda tempo. Pelo menos uns quatro meses antes do Réveillon. Peça que outra pessoa faça barulhos e solte “estalinhos” longe do cão e sem que ele veja quem esta fazendo o barulho. Quando acontecer, dê a ele pequenos petiscos e brinque com o animal para que ele associe o som alto a uma boa lembrança”, recomenda.

Mas e quem não teve esse tipo de cuidado? O que fazer para amenizar os danos?

“Os cães têm uma audição muito potente, o que amplia o barulho dos foguetes. É perigoso manter esse animal em um ambiente aberto. O indicado é deixar esse cão em um cômodo fechado, com água, alimentos e sem objetos que possam ser quebrados e/ou causar cortes. Se for um local em que o barulho fique “abafado”, melhor ainda”.

Se você pensa em deixar seu cãozinho preso em uma coleira, pode mudar de ideia! “Manter esse cachorro em corrente, coleira, nem pensar”, alerta. Outra medida que muitos tomam também pode ser uma péssima ideia, segundo a especialista: dar medicamento ao animal.

“As pessoas que dão calmantes por conta própria para os cães, acreditando que estão os ajudando e fazendo o bem, podem estar contribuindo para a piora do quadro de estresse. O efeito pode ser contrário e deixar o animal ainda mais excitado. Fora os efeitos colaterais aos quais a pessoa sujeita esse cão ou gato.”, revela.

Meios alternativos, como inserir pequenos pedaços de algodão no ouvidos dos cães, também não são recomendados. “Bolinha de algodão na orelha não funciona. Pode entrar no ouvido e aí complica.”, diz.

E se você acha que os gatos estão imunes ao efeitos dos fogos, outra revelação. “Os gatos também são sensíveis ao barulho. Um felino pode se incomodar com o som até de uma impressora”, diz Adriane Pimenta.

Mas por que eles não têm a mesma reação que os cachorros? “Eles não demonstram porque, na cadeia alimentar, o gato é presa e predador. Na natureza, demonstrar medo ou fraqueza pode fazer com que ele vire o jantar de outro animal. Mas sofrem com os fogos também”.

“Já o cão é somente predador e se sente livre para demonstrar medo”, completa.

Fonte: Bhaz

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