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Centro de Zoonoses investiga morte de animais após vacina contra raiva

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Campanha de vacinação aconteceu no dia 3 em Teresina (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)
Campanha de vacinação aconteceu no dia 3 em Teresina (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

O Centro de Controle de Zoonoses de Teresina iniciou nesta segunda-feira (5) uma investigação para apurar a morte de quatro animais após tomarem a vacina contra a raiva, durante campanha no sábado (3). Segundo os tutores, os cães tiveram uma reação alérgica e chegaram a ser atendidos em clínica no Monte Castelo, Zona Sul da capital. A gerente de zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Oriana Bezerra, disse que aguarda informações da veterinária responsável.

“Nós conversamos com a veterinária e ela ficou de comparecer na gerência de Zoonoses. Estamos aguardando para que seja feita uma investigação no lote da vacina e que seja confirmado ou não se os animais morreram em decorrência dela”, falou.

A gerente ressaltou que infelizmente a morte dos animais está dentro do percentual de reação adversa, prevista em qualquer vacina. Oriana Bezerra acrescentou ainda que o biofísico do animal deve ser avaliado antes de se apresentar um diagnóstico e dependendo do resultado, vai notificar o Ministério da Saúde sobre o caso nos próximos dias.

“Nós lamentamos muito o acontecido, mas queremos esclarecer que está tudo dentro das estimativas de problemas que podem acontecer. Toda vacina pode sim, provocar uma reação adversa, mesmo que trabalhemos com a hipótese de não haver”, disse.

Procurada pela reportagem, a veterinária Agnys Raquel esclareceu que muitos são os motivos para que o animal tenha reações alérgicas. Segundo ela, após tomar a medicação, o sistema imunológico do animal fica sobrecarregado.

“A vacina antirrábica é uma das propensas a causar reação de hipersensibilidade em animais. Mas apenas uma pequena quantidade dos animais podem apresentar reações mais graves. Alguns podem apresentar dor no local na vacina e até febre. Outros animais podem ter reação cutânea com prurido (coceira) que pode evoluir para quadros mais graves: agitação inicial, salivação, vômito e evoluir para depressão respiratória levando o animal à convulsão e morte”, explicou a veterinária.

Ainda conforme Agnys, a intensidade dos sintomas depende de idade, raça, pois cada animal tende a apresentar respostas alérgicas com maior intensidade e frequência . “As reações podem ocorrer de 5 minutos até 6 horas após aplicação da vacina, por isso é recomendado aos tutores que a vacina seja feita no início do dia para que caso ocorra alguma reação eles possam procurar auxílio veterinário”, completou.

Campanha Positiva

Ainda que a campanha de Vacinação Contra a Raiva este ano tenha tido dificuldades, como adiamento por falta de seringas, a gerente de Zoonoses avaliou como positiva toda a ação. Segundo ela, no dia não houve falta de vacinas, apenas problemas em alguns postos.

“Posso garantir que não houve falta de vacina. Tínhamos cerca de 130 mil doses e apenas um pouco mais de 94 mil animais foram vacinados. O que houve é que trabalhamos com voluntários, confiamos que podemos contar com eles, mas nem sempre é assim. Alguns deles não compareceram, o que deixou alguns postos desfalcados e tivemos que remaneja-los”, explicou.

Sobre as filas de espera, a gerente alerta que a vacinação também é um trabalho do tutor do animal. “Acontece muito de ter filas e quando vamos olhar o problema não é com o vacinador, e sim com o animal que esta sendo vacinado. Quem leva o seu animal, deve ter capacidade para contê-lo. Ás vezes, os tutores querem que os vacinadores contenham o animal, ou vacinem mesmo ele estando agitado e isso nós não podemos fazer”, esclareceu.

Fonte: G1

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