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Triste estatística: mais de 30% dos elefantes asiáticos estão em cativeiro

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Reuters
Reprodução/Reuters

Quase um em cada três elefantes asiáticos vive em cativeiro. No total, são aproximadamente 15 mil animais privados da liberdade.

A existência de uma população tão grande em cativeiro desta espécie ameaçada, inteligente e sensível mostra um grave problema ético.

Como a maioria da megafauna terrestre, os elefantes asiáticos estão em perigo. Eles são muito importantes para a saúde dos ecossistemas tropicais e possuem um grande significado cultural. Porém, apesar de serem cultuados como divindades, são explorados desde 6.000 a.C. quando eram usados em guerras e como meios de transporte.

Atualmente, países como a Índia, Sri Lanka, Mianmar e Tailândia veneram elefantes de uma forma que é difícil para os estrangeiros compreenderem.

Embora a Índia tenha comemorado o Festival de Ganesha neste mês, em homenagem ao Deus com cabeça de elefante Ganesha, estes animais são gravemente maltratados e negligenciados.

Paradoxalmente, a atribuição deste significado cultural aos elefantes asiáticos estimula o cativeiro e, portanto, o sofrimento dos animais que não são animais domésticos e deveriam viver em liberdade, informa o Quartz.

A grande maioria dos elefantes cativos nasceu na natureza e foi capturada e domesticada para, posteriormente, ser obrigada a servir seres humanos.

O processo de domesticação de elefantes é terrível e envolve restrições e punições até que, conforme apontado em um relatório da ONU, “a vontade do animal é quebrada”. É definitivamente uma experiência dolorosa. Elefantes em zoológicos vivem menos do que no estado selvagem, muitas vezes se tornam obesos e exibem “comportamentos estereotipados” como balançar o corpo repetidamente.

Além de todo o estresse e angústia, a domesticação e o cativeiro alteram profundamente o comportamento de elefantes e rompem seus laços sociais. Os animais são severamente abusados por estabelecimentos cruéis que os obrigam a executar truques não naturais, como é o caso de circos, por exemplo, e a transportar turistas em suas costas debaixo de temperaturas elevadas, situação rotineira na indústria do turismo.

Ao contrário destes locais que consideram os elefantes propriedades que devem gerar lucros, há santuários que se preocupam com a conservação dos animais. Se forem locais e credenciados bem administrados, os santuários oferecem uma oportunidade única para as pessoas para se conectarem emocionalmente com a vida selvagem, por exemplo, e aprender sobre como protegê-la.

Por isso, é fundamental que o público se conscientize e não financie o sofrimento dos animais que merecem viver em paz e na natureza ao lado de suas famílias.

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