• Home
  • Animais carentes resgatados por ONGs buscam por uma vida melhor

Animais carentes resgatados por ONGs buscam por uma vida melhor

0 comments

02
Divulgação

Um animal domésticos sempre leva alegria para um lar. Você pode morar sozinho, com mais uma pessoa ou ter uma família enorme, um animal sempre deixa o local com mais vida e mais harmonia, além de nunca te deixar na mão nos momentos mais solitários. O que muitas pessoas não levam em consideração é que animais domésticos precisam de cuidados.

Sim, como qualquer ser vivo, ele também fica doente, precisa de atenção e inúmeras outras coisas. Acontece que muita gente compra ou adota um animal por impulso, para agradar algum parente ou para não se sentir tão solitário em uma casa vazia. Após algum tempo, depois de descobrir que não está capacitado, ou com vontade, para criar o animal, acaba o abandonando.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente existem cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, sendo 20 milhões cachorros e 10 milhões gatos. Para ter uma noção da gravidade do problema, a população de animais em situação de abandono em nosso país é bem próxima da população de seres humanos no continente da Oceania, com 36 milhões de habitantes.

E é sabendo desse grande número de animais carentes que diversas pessoas pelo país se organizam e criam ONGs para tentar salvar a vida de muitos deles. Em São José dos Campos não é diferente, criada há dez anos, a OPAR realiza um trabalho com voluntários da cidade e de municípios vizinhos, buscando promover o bem-estar animal e a relação harmoniosa com os humanos.

Porém, muitas pessoas confundem o propósito da ONG. O grupo não se considera recolhedor de animais abandonados, mas sim pessoas que cuidam de animais abandonados ou carentes para que possam ser adotados. “É muito comum estarmos em uma feira de adoção e chegarem pessoas com uma caixa cheia de filhotes, dizendo que seu cachorro deu cria e não tem o que fazer com eles. Nós não aceitamos. Apenas indicamos para que procurem pessoas que queiram um animal de estimação e os doem”, informa a integrante da Opar, Lisiane Michelin, arquiteta e moradora de São José dos Campos.

Todos os sábados, das 10h às 16h, a ONG promove duas feiras de adoção em São José dos Campos: no estacionamento do Vale Sul Shopping e no estacionamento do Parque Santos Dumont. São montadas tendas, onde alguns dos animais são levados para talvez conseguirem uma nova família e um novo lar. Mas os voluntários da Opar não dão para a adoção seus animais de forma irresponsável. “Nós traçamos o perfil da pessoa ou família que pretende adotar o animal. Por exemplo, se você quiser um animalzinho mais calmo, eu jamais vou indicar um com menos de um ano, pois os mais novinhos são mais enérgicos”, diz Adriele Rodrigues, de 30 anos, voluntária na Opar.

Atualmente a ONG conta com cerca de 100 cães e 60 gatos, todos retirados das ruas, vacinados, castrados e em boas condições de saúde, aguardando por um lar. “Nem sempre é fácil. Nós recebemos algumas ajudas de doações, de vendas de camisetas, de rifas que fazemos e coisas do tipo. Mas cada animal que tiramos das ruas é um custo que temos, pois além de ração, sempre castramos e vacinamos todos os animais. Na maioria das vezes, o dinheiro sai do nosso bolso mesmo”, explica Denise Nery, comerciante de 50 anos, integrante de Opar.

“Além disso, não temos um local fixo. Os animais ficam em nossas casas, em casas de amigos, de vizinhos ou de parentes. É o que chamamos de lares temporários, mas mesmo assim, às vezes não conseguimos lugar e então temos que recorrer aos hotéis de animais, que custam cerca de R$ 300 a diária. Isso tudo sai do nosso bolso, é uma realidade paralela a que vivemos. Fazemos tudo isso por amor aos animais”, afirma Denise.

Dos animais carentes, dois são casos especiais: Sissi e Bento. “A Sissi foi encontrada em junho do ano passado, na zona Leste de São José. Totalmente desnutrida, mal conseguia andar. Ela foi resgatada pesando apenas 8 kg e atualmente está saudável, pesando 38 kg. Não encontramos um lar para ela até o momento, pois é um cão de grande porte, por isso é um pouco mais difícil”, diz Adriele.

“Já o Bento foi encontrado às margens da Rodovia dos Tamoios, no início deste ano. A situação era bem parecida com a da Sissi, estava muito fraco e pesando apenas 9 kg. Atualmente está muito bem de saúde, pesando 35 kg. Pela mesma situação, por ser um animal de grande porte, até o momento não encontramos um lar para ele”, completa Denise.

Apesar de todo o sacrifício, os voluntários da Opar sempre estão dispostos a ajudar mais e mais animais. Mas isso nem sempre acontece recolhendo os abandonados. Denise, por exemplo, fundou há três anos a Farmácia Veterinária Comunitária, no Facebook. “Eu pedi ajuda uma vez, para saber se alguém tinha remédios para doar para me ajudar no tratamento de um cachorro que eu havia resgatado e foi um sucesso”, afirma a comerciante.

“Atualmente o grupo funciona muito bem, tem pessoas do país inteiro, muita gente se ajudando, enviando remédio por correio e tudo mais. É questão de um ajudar o outro, sabe? Os remédios são caros e, de repente, sobrou metade de um frasco de um tratamento que o animal estava fazendo. Não faz sentido deixar guardado, pois tem muita gente precisando. Além disso, também é liberada a doação de cobertores, casinhas, vasilhas de ração e coisas do tipo. Não aceitamos divulgação de animais para doar, para não perder o foco do grupo”, finaliza Denise.

Por conta própria
Além das ONGs, existem também pessoas de bom coração, que não conseguem ver um animalzinho em situação de abandono e resolvem ajudar. É o caso do estudante e estagiário de direito Iryneu dos Santos Neto, 22 anos, que já passou pela situação duas vezes em sua vida. “É uma atitude muito cruel abandonar um filhote na rua, com fome e frio. Eu não consigo ver uma situação dessa e não fazer nada”, afirma.

“Há mais ou menos um ano e meio, minha mãe estava indo trabalhar e encontrou o Simba, nosso gato, ainda filhote, recém-nascido, abandonado no telhado de uma casa. Ela o levou pra casa e nós o acolhemos, levamos ao veterinário, pagamos as injeções e o castramos. Ele está até hoje com a gente, virou o animalzinho que sempre quisemos”, diz Neto.

“A outra situação aconteceu agora, no final de junho. Estava voltando da academia, era de noite, e ouvi o choro de um cachorro vindo do meio do mato, em um terreno baldio. Fui ver e lá estava ele abandonado. Um filhote de pelo bem escuro e patas brancas. Não aguentei e o levei para casa. Fiquei com ele cerca de uma semana, não tinha condições de castrar nem de pagar as vacinas, mas encontramos um tutor para ele, que se dispôs a tomar conta e fazer tudo direitinho”, finaliza Iryneu.

Animais são seres vivos e merecem ser tratados com respeito, sempre. Se não tem certeza, não adote. Se adotar, cuide, seja responsável, dê atenção, carinho e amor. Mantenha as vacinas sempre em dia, castre e o alimente bem. Alguns são bagunceiros, outros são mais calmos, mas todos, sem exceção, irão lhe amar de uma forma única e inexplicável.

Fonte: Meon

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>