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Animais são vítimas de envenenamentos em Palmeira das Missões (RS)

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De 12 cães comunitários, apenas dois sobreviveram (Foto- Divulgação)
De 12 cães comunitários, apenas dois sobreviveram (Foto- Divulgação)

Voluntários que defendem a causa animal estão preocupados com um problema que tomou maiores proporções no último mês em Palmeira das Missões: o envenenamento de animais. Conforme o artigo 32 da Lei 9.605/98, que trata de crimes ambientais, é considerado crime “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Há cerca de 15 dias, 10 dos 12 cães comunitários que viviam nas dependências da Secretaria Municipal de Transportes do município morreram devido à ingestão de veneno, provavelmente estricnina. A substância, que tem a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 1980, provoca uma morte bastante cruel, já que desencadeia convulsões, rigidez muscular, taquicardia, hipertermia, apneia e vômito.

“Além deste caso houve, recentemente, o envenenamento de um cão dentro do pátio da casa de sua tutora, e outras quatro mortes no bairro Vista Alegre”, alerta uma das voluntárias. O aumento das ocorrências de ataque aos animais gerou indignação na comunidade.

Denúncia

As entidades Amor Animal – Protetores Independentes, Associação dos Protetores Independentes de Palmeira das Missões (Apin) e Instituto Ecosul já emitiram uma nota à comunidade, denunciando os crimes. O texto lembra que os venenos permanecem por algum tempo nos locais onde são jogados e, por isso, é importante que os tutores cuidem de seus animais, redobrando o cuidado com passeios na rua e, até mesmo, para não deixar que se alimentem de algo jogado no pátio.

Os protetores pedem que, se houver suspeita de que alguém está cometendo esse tipo de crime, que a denúncia seja feita à Polícia Civil, por meio do telefone (55) 3742-1047, ou à Brigada Militar, no 190.
Para finalizar, vale lembrar que a pena para esse tipo de crime varia entre três meses e um ano de reclusão, além de prever multa, via de regra, substituída por uma pena alternativa, de prestação de serviços à comunidade, determinada pelo juiz da execução. Poderá, ainda, ser ligada à natureza do crime – por exemplo, proteção aos animais –, pois tem a função de reeducar o indivíduo para que ele não repita a ação.

Fonte: Folha do Noroeste

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