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Saiba quais cuidados são necessários antes de se aventurar com o cachorro

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Larissa Rios, fundadora da empresa e portal Turismo 4 Patas, e seu cachorro curtindo várias aventuras (Foto/Divulgação)

Como legítimos membros da família, os animais domésticos estão cada vez mais presentes nos passeios e momentos de lazer. Hoje eles acompanham seus tutores em programas que vão desde a restaurantes até shoppings centers. E muitos também são companhias indispensáveis nas viagens. Mas alguns vão ainda mais além: se aventuram de verdade!

Imagine explorar novos lugares, desbravar matas fechadas e florestas até chegar a uma cachoeira e nadar junto com o seu melhor amigo. Levar o animal junto com você em trilhas e aventuras é, sem dúvidas, uma delícia. Mas, antes de prepararem as mochilas (a sua e a dele, claro!) e colocarem pés e patas na estrada, existem alguns cuidados importantes para o bem-estar e, principalmente, para a segurança do seu “amicão”.

Antes de tudo, o cão precisa ser  obediente, vacinado e vermifugado. Caso contrário, você pode expor o animal a perigos capazes até de colocar a vida dele em risco.

Anote aí as dicas:
– Antes de soltar o seu cão no meio do mato, ele precisa estar acostumado a andar sem guia e atender quando é chamado. Lembre-se de que a floresta guarda uma infinidade de novos cheiros e outras coisinhas que vão aguçar a curiosidade dele, existindo aí uma grande possibilidade dele sair correndo e farejando e não saber voltar.

– Os animais também necessitam de condicionamento físico. Portanto, se o passeio normal do cachorro resume-se a uma volta no quarteirão da sua rua, então é melhor começar a praticar aos pouquinhos antes de aventurarem-se numa trilha. O ideal é aumentar a dose dos passeios diariamente, de maneira leve e gradual – de 15 minutos, passe para 30 minutos, depois para 45 minutos e assim sucessivamente. Faça isso, se possível, mais de uma vez ao dia. Intercale vários tipos de terrenos, como terra ou grama, além do asfalto. E, quando iniciarem as trilhas, comece com percursos leves e de curta duração e, só depois, vá aumentando o grau de dificuldade e esforço físico. E fique atento aos sinais de fadiga, ainda que ele demonstre ter energia. Lembre-se de que o cachorro não tem limites, ele não sabe dizer “Eu não aguento mais”.

– Não existe uma raça específica para trilhas e caminhadas. Independentemente da raça, tudo vai depender do que e de como você adaptou o cão a este tipo de atividade. Qualquer cachorro pode ser um grande companheiro nas suas aventuras – desde que tenha sido condicionado para isso.

– É importante que você conheça bem o cachorro antes de colocá-lo numa aventura e em um ambiente estranho a ele. A aventura deve ser divertida para vocês dois!

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Larissa e seu cão em aventuras aquáticas (Foto/Divulgação)

– É importante checar se as vacinas do animal estão em dia. Veja também se está na época de dar um vermífugo e de renovar a aplicação de anti-parasitas. Para uma trilha, isso é sempre uma boa ideia, já que alguns lugares são infestados por insetos e parasitas, principalmente onde há mato úmido, cavalos e bois. Outras medidas a serem consideradas é saber se é preciso dar o remédio contra o verme do coração e proteger o seu cão contra o mosquito da Leishmaniose. Vale também utilizar-se e repelentes próprios para animais domésticos (existem ótimos produtos a base de citronela e neem). Converse com o veterinário para saber se a área a ser explorada por vocês é de risco e pegar a indicação destes produtos. Não deixe de ir, mas só vá se o seu companheiro estiver protegido!

– O cão também deve ter a bagagem dele, com todos os itens de que irá precisar. Não esqueça da toalha e algodão para secar os ouvidos e, principalmente, a ração do seu peludo – uma vez que ele sentirá fome após a atividade. Tenha sempre água fresca à mão, para mantê-lo hidratado (inclusive durante a caminhada) e não se esqueça de colocar na coleira uma plaquinha de identificação com o nome dele e o número de telefone de alguém que não esteja acompanhando vocês na trilha – isto pode ser muito útil caso ele se perca e o seu celular não esteja pegando.

– Não ofereça muita comida antes de fazer uma trilha ou qualquer exercício físico. Deixe-o comer, mas só um pouquinho. Isso evitará uma possível torção gástrica – problema sério que pode levar à morte.

–  Preserve a natureza, o ambiente e seus residentes. Não permita que o seu cão coma as plantas pois, além de estar destruindo a vegetação local, ele pode sofrer alguma intoxicação ou ser envenenado. E também não permita que ele persiga os animais locais. A reação de um animal silvestre pode ser agressiva e machucar o seu cão. E não custa reforçar: leve saquinhos e recolha as fezes do seu cão. Cocô de cachorro não é adubo!

– E, se encontrarem um rio, lago ou cachoeira, nunca atire o seu animal na água!! É uma delícia ver os cachorros nadando e poder nadar junto com eles, mas não o force, principalmente se ele não estiver acostumado. Entre você primeiro e incentive-o. Se ele se sentir à vontade, entrará também.

– Por último e não menos importante, curtam essa gostosa experiência! Compartilhem a interação com a natureza e aprenda com o animal: viva plenamente o presente, deliciando-se com o mundo bem diante da sua fuça.

Então, animado para dividir as emoções e a adrenalina dos esportes de aventura com o seu “companheiro de 4 patas”?

Fonte: Embarque na Viagem

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