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Redes sociais auxiliam na adoção de animais abandonados em Maceió (AL)

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Divulgação
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Internautas se sensibilizam com as postagens e geram milhares de compartilhamentos diários

As redes sociais se tornaram ferramentas poderosas de compartilhamento de notícias, dicas e entretenimento. Recentemente, a web ganhou função social e se inseriu em outro patamar, não apenas promovendo sociabilidade, mas também trabalhando, agora, na divulgação de animais abandonados e que necessitam de um lar.

Reprodução
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Em Maceió, essa realidade se mostra crescente e passa a integrar o material disposto na “time line” do usuário. Um dos casos marcantes que foram veiculados nesta semana foi de um cão que foi encontrado nas proximidades da Avenida Deputado José Lages, no bairro da Ponta Verde, por uma moradora da região. “Ele tem porte pequeno e parece ser velhinho já, ta com as patinhas traseiras machucadas não sei se foi de muito andar ou se ele tem algum problema nos ossos. Ele ta limpinho, não sei se ele se perdeu ou abandonaram. Ele chora muito e ta super agoniado. Me ajudem a divulgar por favor. Não tenho como ficar com ele, moro em apartamento e já tenho uma cadela e uma gata e as duas não se dão bem com outros animais!! (sic)”, expôs.

A veterinária Elizabeth Lima, responsável técnica do Neafa – ONG que tem como objetivo a busca do bem-estar animal por meio do fomento de adoções de cães e gatos e oferta de atendimentos veterinários – afirma que as redes sociais, atualmente, se constituem como ferramentas indispensáveis e colaboram para divulgar as necessidades da organização, que não recebe nenhum tipo de patrocínio privado ou público.

“Quando postamos casos extremos nas redes sociais, as pessoas acabam se mobilizando e decidem ajudar. Mas a divulgação precisa ser boa”, ressaltou.

Atualmente, o Neafa conta com o trabalho de voluntários e só possui 12 funcionários – número considerado abaixo do necessário. A instituição atende cerca de 40 cães e 60 gatos e também disponibiliza esses animais para adoção, estimulando o bem-comum e a solidariedade. O Núcleo precisa de ajuda financeiramente mensalmente, visto que só recebe doações eventuais de parceiros, sem nenhuma periodicidade. Os produtos que mais faltam são rações e produtos de limpeza, que segundo a profissional, são sempre bem-vindos.

Apesar de a internet ter alavancado a divulgação e amenizado as necessidades do Neafa, existe, ainda, preconceito em relação à adoção de cães e gatos, já que a predileção por determinados perfis ainda existem. “As pessoas ainda tem aquele preconceito em adotar e querem animais de pelagem branca e geralmente optam por filhotes. Temos abrigado muitos adultos e deficientes com patas quebradas. É um perfil que as pessoas não querem”, lamentou.

Para adotar animais da instituição, o interessado pode se dirigir à instituição munido de um documento de identificação com foto. Lá, ele passará por uma espécie de entrevista e, caso apto, poderá adotar o cão ou gato. Questionada a respeito do perfil das pessoas que procuram os serviços do Neafa, a profissional é enfática. “São pessoas de baixa renda, que buscam cuidar dos seus animais, mas não tem condições de buscar clínicas particulares, por exemplo”, concluiu.

Fonte: 7 Segundos

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