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Veterinário voluntário ajuda a cuidar de animais feridos por incêndios

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Após ser tratada, filhote deverá ser devolvida à natureza, diz veterinário (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)
Após ser tratada, filhote deverá ser devolvida à natureza, diz veterinário (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)

O número de queimadas em Araraquara (SP) não para de crescer. No primeiro semestre deste ano foram registrados 124 focos contra nove no mesmo período em 2015. Além da vegetação e dos problemas de saúde, a queimada afeta os animais. Há mais de 25 anos, um veterinários voluntário ajuda a cuidar dos animais feridos pelo fogo.

Segundo o sargento da Polícia Ambiental Marcos Reis, é comum encontrar animais nessa situação. “A gente providencia o resgate e o encaminhamento para médicos veterinários parceiros, objetivando fazer uma avaliação clínica das condições de saúde desses animais para ver o encaminhamento adequado”, disse.

Trabalho voluntário

Diante desse problema ambiental, o trabalho voluntário de Júlio Furtado tem feito a diferença. Atualmente ele cuida de uma filhote de lobo-guará, espécie ameaçada de extinção.

Caiana tem 4 meses e foi resgatada de um canavial que pegou fogo na semana passada em Rincão.

Segundo o veterinário, ela foi encontrada por dois trabalhadores rurais de uma usina. Eles se depararam com dois filhotes, mas um deles fugiu. Caiana entrou dentro do ônibus dos trabalhadores, que acionaram a polícia.

Caiana foi resgatada de um canavial queimado em Rincão (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)
Caiana foi resgatada de um canavial queimado
em Rincão (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)

Animais feridos

A filhote não se feriu com a queimada, mas o veterinário contou que já encontrou muitos animais em estado grave, como cachorro e gato-do-mato, onça parda, teiú, jabuti.

“Já recebi veado que ficou cego, teve a cabeça queimada e perdeu parte da orelha. Já recebi uma cachorra do mato que teve que ficar quatro meses em tratamento, queimou um terço do corpo dela. São vários graus de ferimentos”, contou.

Segundo Furtado, o desafio agora é devolver a lobinha à natureza. “A torcida é que a gente consiga uma solução para que esse animal volte, não necessariamente ao mesmo habitat que ela veio, porque está em situação de risco, mas que volte à natureza sem queimadas”, disse.

Fonte: G1

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