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Detox equilibrado: no segundo livro, nutricionista catarinense estimula dieta vegana e sem toxinas

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Alimentação, saúde e gastronomia, assuntos que excederam as cozinhas e consultórios médicos e nunca estiveram tão em alta, são temas do segundo livro da catarinense Astrid Pfeiffer, Detox dia a dia (ed. Alaúde). Considerando a tendência, a expectativa é grande: o primeiro livro da nutricionista, A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer, publicado em 2011, teve grande repercussão e foi escolhido o segundo melhor livro vegetariano do mundo e o primeiro do Brasil no Gourmand World Cookbook Awards, maior premiação internacional do segmento de livros de gastronomia, em 2012.

Nascida em São Bento do Sul, norte do Estado, mas criada no município de Lapa, no Paraná, e hoje com consultório em Curitiba, Astrid conserva o biotipo das descendentes de europeu tão comum em SC. Mas de cara o que mais chama a atenção nem é o corpo esguio ou os olhos verdes, mas a paz e a calma que ela transmite quando fala sobre tofu, suco verde e grão de bico. A sensação de paz é tanta que até dá vontade de deixar a carne de lado em busca de tamanho equilíbrio.

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“Desde a infância nunca fui de comer muita carne, principalmente porque sabia que aquela carne tinha sido o carneiro, a galinha, o coelho com que eu brincava na chácara da minha família, mas foi só em 2005 que me tornei vegetariana de vez. O vegetarianismo só me trouxe coisas boas, tanto à minha saúde quanto no âmbito profissional, e a maneira que encontrei para manifestar essa gratidão foi através do meu trabalho. Comecei a escrever o meu primeiro livro quando ainda morava em São Paulo e meus pacientes pediam receitas rápidas, fáceis e nutritivas. Experimentando a doce vida louca dessa cidade, imaginei que as demandas das pessoas que passavam pelo consultório provavelmente seriam as mesmas dos outros moradores da capital”, diz

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Na segunda publicação, Astrid vai além e aposta no veganismo. No livro, reúne mais de 70 receitas sem glúten, sem lactose e sem açúcar indicadas para café da manhã, almoço, lanche e jantar. Conversamos sobre o tema com a nutricionista que defende uma alimentação equilibrada e saudável.

Foto: Susi Seitz / divulgação
Foto: Susi Seitz / divulgação

Quais são os tipos de alimentos que deveríamos banir da dieta, aqueles que são mais nocivos aos nosso organismo?
Principalmente os açúcares, gorduras saturadas em excesso, produtos industrializados, enlatados, embutidos, alimentos refinados, cafeína, aditivos alimentares, como corantes, realçadores de sabor, estimulantes, adoçantes, conservantes, além de excesso de proteína animal, alimentos com alto potencial alergênico como leite e derivados, soja e glúten.

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E, ao contrário, quais seriam os superalimentos, aqueles que todos deveriam incluir na dieta?
São os alimentos integrais, naturais, não tem erro! Claro que alguns alimentos se sobressaem pois, além das suas vitaminas e minerais, contêm substâncias benéficas para nosso corpo, como os fitoquímicos – presentes em alimentos de origem vegetal. Cada cor de fruta e hortaliças vai resultar em diferentes benefícios para nosso corpo.

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A alimentação pobre em nutrientes parece também uma decorrência de um estilo de vida corrido, estressante e com muita ansiedade, características comuns nas cidades grandes. Alimentos podem estimular esse quadro hiperativo?
Sim, com certeza. A falta de nutrientes interfere na nutrição do nosso corpo, bem como na  energia e disposição. Alimentos estimulantes e industrializados podem interferir neste quadro e desequilibrar nosso organismo, levando a depressão ou ansiedade e hiperatividade.

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Dietas detox viraram moda pois prometem emagrecimento rápido, mas nem sempre são saudáveis e podem acarretar deficiências nutricionais. Que tipo de detox você indica?
A detox ficou tão conhecida que virou certo modismo. Muitas pessoas aderiram a tipos de detox extremamente severos, com muitas restrições alimentares ou apenas à base de líquidos, sem contar com a orientação e supervisão de profissionais qualificados. Esse tipo de detox era feito por períodos de curta duração, mas apresentava muitos malefícios, principalmente por não possuir uma adequada combinação de nutrientes e muitas vezes causar deficiências nutricionais. O objetivo do livro é ajudar as pessoas a terem mais saúde, a limparem seu organismo através de uma alimentação saudável, a terem mais consciência do que estão comendo e colocando para dentro do seu corpo e a conhecerem os resultados benéficos que uma alimentação livre de toxinas nos traz. A ideia é promover uma alimentação natural e saudável em nosso dia a dia, o que por si só já configura uma detox, e não usar a detox como um meio desesperado para emagrecer rapidamente após os excessos e abusos cometidos nos momentos de ansiedade, alegria, tristeza ou quaisquer emoções afloradas. Quero chamar a atenção das pessoas e fazer com que elas experimentem a alimentação que proponho no livro por, no mínimo, seis dias, demonstrando que a melhor detox é uma alimentação equilibrada e saudável. Mesmo quem come carne pode se beneficiar de um período detox com a alimentação vegana que apresento.

Nunca se fez tanta dieta e nunca fomos tão obesos. O que há de errado?
Falta consciência na alimentação, no que comemos e como comemos. Reeducação alimentar e equilíbrio são os segredos.

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Seu novo livro contém receitas sem glúten, sem lactose e sem adição de açúcar. Esses três grupos alimentares são maléficos? É correto retirá-los da dieta?
Quero mostrar como retirar o glúten, porém colocando alimentos integrais, já que normalmente quando se retira o glúten, colocamos muitos alimentos refinados. Esses dois grupos são alguns dos alimentos mais alergênicos que existem. Quanto ao açúcar, utilizo o do próprio alimento, pois o excesso de açúcar como temos hábito de usar, é lesivo ao nosso corpo. Principalmente o refinado.

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Qual é a sua opinião sobre glúten e lactose? Uma pessoa saudável deve evita-los?Cada organismo é único, não podemos generalizar. Prefiro colocar como o tema detox, mas não que a pessoa deva retirá-los da vida. Devemos ter cuidado com o que colocamos ou retiramos para sempre. Devemos ter uma avaliação de um bom profissional, analisar os sinais e sintomas do nosso organismo e fazer uma substituição, se necessário, por alimentos saudáveis e nutritivos, como fiz no meu livro, por exemplo.

Fonte: Diário Catarinense

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