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Número de animais silvestres mortos por atropelamento cresce durante inverno no interior paulista

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O número de animais silvestres que morrem atropelados aumenta na região durante o inverno, principalmente devido às queimadas, segundo a organização-não governamental Corredor de Onças.

O último caso registrado foi o atropelamento de uma onça , na Rodovia Prefeito Aziz Lian, que liga Holambra (SP) a Artur Nogueira (SP). O animal, que tinha 4 anos e 55 quilos, foi atingido por dois carros quando tentava atravessar a via, perto do km 43.

O atropelamento foi na noite de sábado (13). Como as onças têm hábitos noturnos, o animal poderia estar procurando alimento ou demarcando território, por isso, a travessia é comum. No entanto, elas ficam confusas com luzes e faróis e demoram para reagir quando um carro se aproxima.

“A onça tem uma visão excelente sem a luz. Então, o farol do carro faz com que ela perca a noção do espaço”, afirma a coordenadora do instituto Márcia Rodrigues.

Um levantamento feito pela instituição mostra que em 10 anos foram registrados 48.868 atropelamentos de animais silvestres em 1.900 km de rodovias administradas por concessionárias da região. Em média são 25 animais atropelados por quilômetro. O número pode ser bem maior, já que muitos casos não são registrados.

Soluções
Os dados fizeram o Ministério Público abrir um inquérito e buscar soluções. Segundo a ONG são três alternativas. “A primeira delas é a substituição das aduelas por pontes, porque são passagens naturais de fauna pelo leito dos rios. A segunda seria passagens superiores para fauna, em áreas estratégicas, conectando unidades de conservação e a terceira seria a implantação de redutores de velocidade, para obrigar que os veículos trafeguem dentro dos limites estabelecidos”, comenta a coordenadora.

Queimadas
As queimadas são a principal causa de acidente, especialmente, durante o inverno. No estado de São Paulo, de junho até agora foram registradas 1.244 , 32% a mais que no mesmo período de 2015.

Na região de Campinas (SP), só no Corredor Dom Pedro, o número de queimadas aumentou 119% no primeiro semestre deste ano. Segundo a concessionária Rota das Bandeiras, de janeiro a junho, foram registrados 217 focos de incêndio.

Entre as principais causas do problema estão os restos de cigarros atirados, a queima irregular de terrenos e de lixo, fogueiras, queimadas para fins agrícolas e balões.

Segundo o pesquisador do projeto Corredor das Onças, Sérgio Ferreira, o hábito de limpar terrenos com fogo tem prejudicado a fauna local. “Aumenta a probabilidade deles atravessarem estrada procurando território e fugindo do fogo, que é uma técnica de limpeza que a gente acha bastante estranha, você limpa o terreno, mas polui o ar, então pra fauna isso é péssimo”, explica.

Fonte: G1

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