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Abandono de animais na Uenf é ‘problema crônico’ em Campos dos Goytacazes (RJ)

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Vários cachorros já foram deixados no pátio da instituição (Foto: Divulgação/ Uenf)
Vários cachorros já foram deixados no pátio da instituição (Foto: Divulgação/ Uenf)

Além de enfrentar a grave crise financeira que atinge a Universidade Estadual do Norte Fluminense, a instituição também enfrenta o problema de abandono de animais dentro do campus em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. De acordo com a responsável pelo Hospital Veterinário, esse é um problema crônico.

“O Hospital Veterinário é local de atendimento, não de acolhimento. Sequer temos um local para isso, muito menos recursos”, afirma a diretora, lembrando que este é um problema comum em hospitais veterinários, que se agrava em tempos de crise financeira.

Helena disse ainda que não tem como saber o número de animais que são abandonados. São cães e gatos deixados em diversos pontos da instituição. De acordo com ela, até um cavalo já foi abandonado pelo tutor durante uma consulta no hospital veterinário.

Segundo Helena, esse problema não é novo, mas existem períodos em que o abandono cresce na instituição. Ela afirma que muitas pessoas chegam a dar endereço falso para que não possam ser localizadas. Quando o animal é abandonado, a direção do hospital tenta, num primeiro momento, encontrar pessoas que queiram adotá-lo. Quando não consegue, é obrigada a encaminhar ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde o animal, caso não seja recolhido pelo tutor, acaba sendo morto.

“Os únicos animais de vida livre são os silvestres. Os animais domésticos devem ter um responsável, pois precisam de cuidados, senão podem se acidentar, sofrer maus-tratos, atacar pessoas”, diz.

Para a diretora do hospital, a única maneira desse problema social acabar é a educação. “O único caminho para o abandono é a educação, é a conscientização da população”, ressaltou.

Reiterando que a Uenf não tem estrutura para o acolhimento de animais, Helena faz um apelo à comunidade externa para que não traga mais animais para dentro do campus universitário.

“Já à comunidade interna, peço que ao invés de trazer comida para os animais, busque ajudar encontrando pessoas que possam adotá-los. É isso que eles precisam, de um lar de verdade”, conclui.

Fonte: G1

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