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ONG precisa de ajuda para não fechar portas em Cuiabá (MT)

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Gatos e cachorros que recebem os cuidados da ONG (Foto/Divulgação)
Gatos e cachorros que recebem os cuidados da ONG (Foto/Divulgação)

A OPAA, ONG protetora dos animais de Cuiabá, pede socorro e precisa da solidariedade da população para que não feche as portas. 203 animais, sendo 187 gatos e 16 cachorros, são abrigados pela instituição sem fins lucrativos que vive um drama financeiro. Os animais estão, inclusive, sem ração para todos os dias.

Ivone Galindo é a responsável pela OPAA e cuida sozinha dos animais. Todos foram resgatados das ruas cuiabanas e várzea-grandenses, muitos com graves problemas de saúde.

A ONG demanda R$9 mil por mês, somando gastos com ração – por dia, somente os gatos consomem 20 quilos de comida –, tratamento médico e manutenção do local. Galindo tem uma dívida de R$9.350,00 em uma clínica veterinária, e de R$6 mil no Hospital Veterinário da UFMT. O nome dela está no Serasa, porque não pôde pagar uma alta conta de água do imóvel onde funcionava o abrigo.

Enquanto a reportagem do Gazeta Digital conversava com Ivone, ela contou que estava, naquele momento, cuidando de gatos com otite. “Escapei do meu serviço rapidamente para vir medicá-los. Tenho 17 felinos com esse problema”, relata, demonstrando que realmente não tem apoio de mais ninguém.

“Cuido sozinha. Trabalho o dia inteiro e todas as noites venho até aqui para limpar o espaço, cuidar deles. Meu salário vai praticamente integral para o abrigo. No começo, muita gente me ajudou, estava empolgada, mas 3 meses depois todo mundo desapareceu”, diz Ivone. Ela intercala a vida de protetora dos animais com a profissão no funcionalismo público.

Nas redes sociais ela iniciou uma campanha para tentar salvar a instituição, a S.O.S. OPAA. Pede doação de ração, de qualquer quantia em dinheiro, e convida para o trabalho voluntário.

Ajuda do poder público não existe

Gatos e cachorros que recebem os cuidados da ONG (Foto/Divulgação)
Gatos e cachorros que recebem os cuidados da ONG (Foto/Divulgação)

Ivone fundou a OPAA há 3 anos, registrando-a como associação. Hoje, não há nenhum associado. O espaço que utiliza para deixar os gatos e cachorros em segurança é alugado. Já pediu auxílio de várias instâncias do poder público, sem sucesso.

“Há cerca de 3 meses fiz inscrição no Juizado Volante Ambiental (Juvam) para conseguir ração através de penas alternativas, não obtive resposta. Perdi as contas de quantos ofícios já registrei em secretarias estaduais e municipais, sem retorno algum. Estou tentando com um vereador que a ONG seja reconhecida como entidade de utilidade pública”, dispara a protetora.

Ela já resgatou mais de 40 animais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), impedindo-os de serem mortos.

Mesmo no ‘fundo do poço’, como ela mesma diz, desistir não é uma opção. “O sentimento que me faz continuar é o de compromisso que tenho com esses animais. Toda vida me dediquei a essa causa. Não posso abandoná-la”.

Como ajudar

Quem desejar ajudar a OPAA pode entrar em contato com Ivone Galindo através dos telefones 99968-1998 ou 99275-5362.

Fonte: Gazeta Digital

 

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