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Grupo retira animais de abrigos públicos e promove adoção em feiras no Rio de Janeiro

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Divulgação

Com 17 cachorros em casa, a dentista Amanda Gonçalves, moradora de Jacarepaguá, não hesitou em adotar mais um. Bastou saber da história de um pequeno vira-lata que perdeu a orelha depois de ser abandonado na beira da estrada. Apelido dado, foi exatamente o Orelha que a fez conhecer e se tornar voluntária do grupo Indefesos. O projeto, iniciado há cinco anos, ajuda cães e gatos em situação de abandono a conseguirem uma vida sem sofrimento. Para isso, voluntários se dedicam a encontrar lares temporários ou permanentes para os animais.

“O foco do programa nunca foi ter um lugar para soltar mais cachorros, e sim ajudar a esvaziar os abrigos existentes. Nosso foco agora é ter uma sede administrativa para receber doações”, explica Amanda.

O grupo também realiza feiras semanais de adoção, para onde levam os cachorros que selecionam nos abrigos, na esperança de que consigam um lar. A feira acontece todo domingo, das 10h às 14h, na Praça do Ó, na Barra.

“Quase ninguém vai para o abrigo adotar. Então, a feira facilita. As crianças se apaixonam e, às vezes, os pais se sensibilizam. Mas, para levar um animal, elas passam por uma entrevista, não é na empolgação”, ressalta.

No intervalo entre o resgate e a adoção, os próprios voluntários dão lar temporário para os animais. Alguns acabam ficando de vez, como a vira-lata Diolanda, que sofria de depressão no abrigo e também foi adotada por Amanda.

De uma feira para outra, os voluntários pagam hospedagens para aqueles que não encontraram um tutor. As doações em dinheiro cobrem essas e outras despesas, como as de alimentação.

“Por mais que o abrigo tenha uma estrutura, lá não tem amor. Às vezes, os animais passam frio porque são ao menos mil em cada um. Ficamos com pena de levar o cachorro de volta para lá. É por isso que pagamos a hospedagem e providenciamos lares temporários”, conta Amanda. “É muito desgastante, mas vale a pena. A recompensa é ver o cachorro sair do abrigo com um semblante triste e ir para um lar onde há carinho”.

O Indefesos conta com a ajuda de 30 voluntários, mas novas colaborações são bem-vindas. A maior necessidade do grupo é a doação de ração. Quem se interessar em colaborar com o projeto pode entrar em contato por meio da página do grupo no Facebook.

Fonte: O Globo

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