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Polícia investiga média de três abandonos e maus-tratos a animais por dia em Campo Grande (MS)

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A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turismo (Decat), em Campo Grande, passou a investigar três casos de crimes contra animais por dia. Nos últimos dois meses, foram registrados 255 boletins de ocorrência na unidade policial, além de outras 131 denúncias recebidas.

Divulgação
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Um dos casos mais recentes aconteceu no bairro Mata do Jacinto. A suspeita era de que uma mulher, separada do marido, teria abandonado por 30 dias dois cães. Nesse período, não haveria comida e água suficientes para os animais.

Essa suspeita também chegou à organização não governamental (ONG) Abrigo dos Bichos, que levou a situação à Decat. A presidente da entidade e veterinária, Maria Lúcia Metello, explicou que o abandono de animais tem se tornando cada vez mais comum. “Infelizmente está sendo uma constante (essa situação).”

A delegada titular da especializada, Rosely Aparecida Molina, informou que houve um incremento na equipe policial para dar conta de atender toda a demanda. “Hoje atendemos as denúncias na hora. Depois que a pessoa faz o relato, investigadores vão local para averiguar a situação”, afirmou.

Na denúncia feita no bairro Mata do Jacinto, por exemplo, os investigadores estiveram na casa e fizeram a intimação da moradora. A mulher esteve na delegacia e justificou a situação e negou que ficou ausente por 30 dias. Mas afirmou que cuidaria melhor dos cães.

“Na primeira visita que fazemos, notamos se há sinais claros de maus-tratos, se o animal sofre com sarna grave ou leishmaniose. Nesses casos, acionamos o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para avaliação. Temos contato também com ONGs para nos ajudar no trabalho”, comentou Molina.

Ação conjunta

As denúncias que são feitas à Decat por pessoas identificadas podem ser acompanhadas. Segundo a delegada, dar um feedback para quem decide denunciar é uma forma de prestação de contas e incentivo para que as pessoas permaneçam alertas.

“Quero diminuir o número de denúncias anônimas. Estamos orientando as pessoas a tentar fotografar a situação, ter testemunha. A polícia vai resguardar a identidade de quem denunciar e depois de avaliarmos, fazer ligar para ela para dizer o que aconteceu”, explicou a delegada.

Fonte: Correio do Ar

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