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Veado resgatado em Mogi (SP) não resiste a ferimentos e morre

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Veado-catingueiro resgatado em Mogi das Cruzes não sobreviveu a ferimentos (Foto: Jefferson Leite/Arquivo Pessoal)
Veado-catingueiro resgatado em Mogi das Cruzes não sobreviveu a ferimentos (Foto: Jefferson Leite/Arquivo Pessoal)

Mesmo depois de receber cuidados veterinários, o veado-catingueiro resgatado em uma chácara, no bairro do Cocuera em Mogi das Cruzes, não resistiu e na sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O animal foi atacado por cachorros e também ficou com ferimentos pelo corpo depois de se debater em cercas da propriedade.

De acordo com o médico-veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite, o animal passou por cirurgia para corrigir ferimentos na mandíbula, além de receber cuidados nos ferimentos espalhados pelo corpo. O resgate aconteceu no início da noite de quinta-feira, depois que o dono da propriedade entrou em contato com o setor de zoonoses.

O médico-veterinário explica que depois de entrar na propriedade, o animal se assustou com os cães, se debateu nas cercas e também foi mordido pelos cachorros.

Veado-catingueiro, em Mogi, no momento do resgate Foto: Jefferson Leite/Arquivo Pessoal)
Veado-catingueiro, em Mogi, no momento
do resgate Foto: Jefferson Leite/Arquivo Pessoal)

“O dono da chácara controlou a situação e fez contato com o setor. O atendimento é o mais rápido possível para evitar que se perca o animal. Normalmente, anestesiamos o animal antes mesmo de transportar para depois fazer a transferência e posterior encaminhamento”, conta.

Leite explica que são grandes as chances desta espécie não sobreviver a traumas pós-resgate, tanto que o procedimento de resgate preconiza que o bicho seja anestesiado no local onde é encontrado.

“O animal resgatado era um macho jovem de aproximadamente 15 quilos. Infelizmente, é frequente a morte de veados porque eles sofrem com o estresse pós-captura, mesmo quando não há ferimentos. É difícil a recuperação e a contenção”, diz.

Ainda segundo Leite, os veados são animais silvestres muito encontrados na fauna do Alto Tietê.

Entre os acidentes mais comuns envolvendo a espécie estão atropelamentos e ataques por cães. Nos casos em que os veados sobrevivem aos traumas, os animais são encaminhados para centros de triagem, especializados, fora da região.

​“Quando conseguimos recuperar, fazemos a contenção adequada e encaminhamos para centros de triagem, fora da cidade, porque a gente não tem aqui. Se tivesse esse órgão aqui seria mais fácil. Depois de passar pela triagem, os animais são recuperados e readaptados ao habitat onde vivem”, conclui.

De volta à natureza

No início do mês, depois de cair em uma residência no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, e receber atendimento, uma seriema foi solta em Sabaúna. A ave foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros com escoriações leves. Conhecida por suas “gargalhadas”, a ave foi devolvida ao seu habitat.

De acordo com o médico veterinário, apesar de a ave não correr risco de extinção, sua presença na área urbana não é comum. “É uma ave muito abundante na nossa região, em Guararema, principalmente. Aqui em Mogi, é possível ouvi-la em bairros próximos à vegetação nativa, como Rodeio e Sabaúna, por exemplo”, explicou.

Fonte: G1

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